Os Equívocos e Acertos da Campanha “Não à Medicalização da Vida”

  • Lincoln Frias
  • Annelise Júlio-Costa
Palavras-chave: Medicalização, transtornos de aprendizagem, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade

Resumo

A Campanha “Não à Medicalização da Vida”, organizada pelo Conselho Federal de Psicologia, critica contundentemente a identificação e tratamento
de crianças com transtornos de aprendizagem e com o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. Isso gerou uma resposta imediata de
entidades ligadas à psiquiatria, neurociências e neuropsicologia. O propósito deste artigo foi explicar o que a Campanha entende por medicalização e
apresentar seus argumentos contra essa prática (o argumento da falta de objetividade científica, da pressão da indústria farmacêutica, da estigmatização
e dos efeitos indesejados). A análise desses argumentos conclui que todos eles são falhos e que a campanha mistura uma preocupação terapêutica
legítima em relação à medicação excessiva e mal-informada (uso não-racional) com suposições incompatíveis com a ciência.
Publicado
2017-09-27
Seção
Artigos