Verificação empírica da consistência fatorial do inventário de bem-estar subjetivo munsh em jovens brasileiros

  • Maria de Fatima de Matos Maia Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes; Grupo Integrado de Pesquisa em Psicologia do Esporte, Exercício e Saúde, Saúde Ocupacional e Mídia – GIPESOM
  • José Jacinto Branco Vasconcelos Raposo Universidade Trás os Montes e Alto Douro – UTAD; Grupo Integrado de Pesquisa em Psicologia do Esporte, Exercício e Saúde, Saúde Ocupacional e Mídia – GIPESOM.
  • Nilton Soares Formiga Doutor em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba. Atualmente é professor na Faculdade Internacional da Paraíba/Laureate International Universities
  • Thatiana Maia Tolentino Faculdades Santo Agostinho-Sete Lagoas; Grupo Integrado de Pesquisa em Psicologia do Esporte, Exercício e Saúde, Saúde Ocupacional e Mídia – GIPESOM
  • Gislane Ferreira de Melo Universidade Católica de Brasília – UCB. Brasília, Distrito Federal – Brasil

Resumo

Este estudo se tratou de validação fatorial do Memorial University of Newfoundland Scale of Happiness (MUNSH) para adolescentes brasileiros. Participaram 1864 adolescentes de 12 a 20 anos, residentes no norte de Minas Gerais, Brasil. Foi realizada uma análise fatorial confirmatória visando a avaliar a estrutura fatorial da escala de bem-estar subjetivo para os jovens no contexto brasileiro. Os indicadores psicométricos se revelaram próximos aos exigidos pela literatura sobre modelagem estrutural, garantindo a confirmação do construto avaliado. Os resultados apresentados pelo modelo
fatorial proposto evidenciaram uma excelente robustez da estrutura tetrafatorial, a qual, organizou-se em quatro fatores: Afeto Positivo, Afeto Negativo, Experiências Negativas e Experiências Positivas. Organização esta, previamente esperada. Considerando a evidência de validade fatorial e consistência interna da escala, sugere o seu emprego no contexto brasileiro para pesquisas com jovens relacionado ao bem-estar subjetivo.

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Publicado
2016-12-21
Seção
Artigos