Evidências de validade da escala PSOSH: Estigmatização e procura de ajuda psicológica

  • Makilim Nunes Baptista Doutorado pelo departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica da Universidade Federal de São Paulo (2001). Atualmente é docente do Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu em Psicologia da Universidade São Francisco - Itatiba; bolsista produtividade pelo CNPq; Coordenador do Laboratório de Avaliação Psicológica em Saúde Mental (LAPSAM-III) do Programa de Pós- Graduação Stricto-Sensu em Psicologia da Universidade São Francisco.
  • Lucas Dannilo Aragão Guimarães Doutorando em Psicologia pela Universidade São Francisco (USF), na área de avaliação psicológica em saúde mental. Prof. Assistente de Psicodiagnóstico da Universidade Estadual do Piauí (UESPI).
  • David L. Vogel Phd em Counseling Psychology pela University of Florida (USA) e Professor do departamento de Psicologia da Iowa State University, Iowa, USA.

Resumo

O estigma é uma variável de importante relevância em saúde mental, o que torna sua mensuração indispensável à prática profissional. Este estudo objetivou buscar evidências de validade com base na estrutura interna para a escala PSOSH. Participaram da pesquisa 275 estudantes universitários da área de Psicologia, dos quais 82,4% eram do sexo feminino e a idade variou de 18 a 54 anos. Verificou-se que a PSOSH apresentou ótimo valor para alfa de Cronbach. Os itens tiveram cargas fatoriais superiores a 0,5 e variância explicada de 62,9% para um fator. Índices Infit, Outfit e da CCI adequados. Estes resultados ratificam as qualidades psicométricas adequadas para utilização da escala na prática profissional e recomendam-se pesquisas com grupos de distintas condições clínicas.

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Publicado
2016-12-21
Seção
Artigos