Catolicismo e golpe de 1964 no sertão mineiro
trajetória da arquidiocese de Montes Claros
DOI:
https://doi.org/10.34019/2236-6296.2024.v27.45914Palavras-chave:
Igreja Católica e Golpe de 1964, Catolicismo e Política, Catolicismo sertanejoResumo
Esse artigo trata da trajetória da arquidiocese de Montes Claros, principal cidade do Sertão Mineiro, até os eventos políticos que culminaram no golpe de Estado de 1964. O texto ocupa-se da mentalidade da hierarquia católica local a partir da década de 1950 e circunstancia-se na análise do clero e sua compreensão sobre as questões nacionais no pré-golpe. A pesquisa documental para o período do pré-golpe ao golpe foi realizada nos jornais “Diário de Montes Claros” e a “Gazeta do Norte de circulação na cidade de Montes Claros no período compreendido entre 07 de janeiro de 1962 até 25 de dezembro de 1964. A igreja sertaneja apoiou as reformas de base mesmo que isso exigisse a reforma da constituição. Este artigo esperar inserir-se na tradição interpretativa da política brasileira com vistas à compreensão dos modos de operosidade do catolicismo como ator relevante em sua capacidade de convencer mentalidades e, ao mesmo tempo, ser lugar, no seu interno, dos conflitos pelos quais passam a sociedade ampla.
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