Cantovivências pretas: estética e reconhecimento em Amina de Tasha e Tracie
DOI:
https://doi.org/10.34019/1981-4070.2025.v19.50307Palabras clave:
Rap, Reconhecimento, Experiência estética, Comunicação, Cultura negraResumen
O artigo tem por objetivo evidenciar o rap enquanto gênero musical originário das ruas e de bairros periféricos, característico pela forte atuação social e como um mecanismo possível para o reconhecimento e a identificação por parte das mulheres pretas e periféricas. Isso acontecerá a partir da utilização e análise da música Amina da dupla Tasha e Tracie e da compreensão do estilo de música rap como uma experiência estética que pode promover a “partilha do sensível” e uma comunicação composta por “estesia”, conceitos advindos da Teoria da Estética da Recepção. Para isso, utilizou-se como referenciais teóricos Evaristo (2020) a partir da utilização do conceito de Escrevivência, Martín-Barbero (2009), renomado no campo dos estudos comunicacionais latino-americanos e a Teoria das Mediações, Teperman (2015) autor e estudioso do gênero musical rap e, por fim, Barros (2017), para as análises realizadas no âmbito da comunicação e experiência estética. Em relação aos aportes teórico-metodológicos, adotou-se a combinação entre a Análise do Discurso francesa, para a realização de uma leitura da canção Amina (2025), o paradigma das mediações, proposto por Martín-Barbero e bem presente nos estudos culturais latino-americanos, e as articulações entre comunicação e experiência estética, com suas bases no âmbito da hermenêutica.
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