v. 26 n. 1 (2020): Dossiê - Identidades e sexualidades hegemônicas e contra-hegemônicas. Feminidades e masculinidades em tempos autoritários
Seção Livre

Transição política e formação de um partido estadual de oposição : a composição social do núcleo dirigente e o desempenho eleitoral da União Republicana (Estado do Paraná, 1890-1895)

Sandro Aramis Richter Gomes
UFPR

Publicado 2020-04-18

Versões

Palavras-chave

  • elites políticas,
  • Estado do Paraná,
  • partidos estaduais

Como Citar

Aramis Richter Gomes, Sandro. 2020. “Transição política E formação De Um Partido Estadual De oposição : A composição Social Do Núcleo Dirigente E O Desempenho Eleitoral Da União Republicana (Estado Do Paraná, 1890-1895)”. Locus: Revista De História 26 (1):261-87. https://doi.org/10.34019/2594-8296.2020.v26.27603.

Resumo

Neste artigo é analisada a composição social e o desempenho eleitoral da União Republicana, um partido que existiu no Estado do Paraná entre os anos de 1890 e 1895. O objetivo deste artigo é produzir um conhecimento sobre a acomodação das antigas elites provinciais no contexto da vida política da Primeira República. Nesse âmbito, é evidenciado que a citada agremiação foi um refúgio para membros do Partido Liberal que não conseguiram relevantes posições no partido situacionista do estado.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

  1. Alves, Alessandro Cavassin. “A Província do Paraná (1853-1889): a classe política, a parentela no governo”. Tese de doutoramento, Curitiba, Universidade Federal do Paraná, 2014.
  2. Antonacci, Maria Antonieta. RS, as oposições e a Revolução de 23. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1981.
  3. Arruda, Larissa Rodrigues Vacari de. Disputas oligárquicas: as práticas políticas das elites mato-grossenses (1892-1906). São Carlos: Ed. da UFSCar, 2015.
  4. Barbosa, Luciano Senna Peres. Viva o povo de Juiz de Fora: eleições e estratégias discursivas na Primeira República. Juiz de Fora: Ed. da UFJF, 2013.
  5. Bilac, Maria Beatriz Bianchini. “As elites políticas de Rio Claro: um estudo sobre a formação dos setores dirigentes em um município paulista”. Tese de doutoramento, Campinas, Universidade Estadual de Campinas, 1995.
  6. Boehrer, George. Da Monarquia à República: história do Partido Republicano. 2ª ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 2000.
  7. Brasil. Dados biográficos dos ministros. Brasília: Serviço de Documentação do Ministério dos Transportes, 1968.
  8. Camelucci, Anderson Luís. “Crise monárquica e experiências de República no município de Franca (1880-1906)”. Dissertação de Mestrado, Franca, Universidade Estadual “Júlio de Mesquita Filho”, 2008.
  9. Castro, Celso. Os militares e a República. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1995.
  10. Charle, Christophe. “A prosopografia ou biografias coletivas: balanço e perspectivas”. Em Por outra história das elites, org. Flávio Heinz, 115-137. Rio de Janeiro: FGV, 2010.
  11. Casalecchi, José Ênio. O Partido Republicano Paulista: política e poder (1889-1926). São Paulo: Brasiliense, 1987.
  12. Chacon, Vamireh. História dos partidos brasileiros. Brasília: Ed. da UnB, 1981.
  13. Corrêa, Amélia Siegel. “Imprensa e política: prosopografia dos redatores e pensamento republicano no final do século XIX”. Dissertação de mestrado, Curitiba, Universidade Federal do Paraná, 2006.
  14. Dantas, José Ibarê. Os partidos políticos em Sergipe, 1889-1964. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989.
  15. Fernandes, Maria Fernanda Lombardi. A esperança e o desencanto: Silva Jardim e a República. São Paulo: Humanitas, 2008.
  16. Ferreira, Marieta de Moraes. Em busca da Idade de Ouro: as elites políticas fluminenses na Primeira República (1889-1930). Rio de Janeiro: Ed. da UFRJ/Edições Tempo Brasileiro, 1994.
  17. Figueiredo, Vítor Fonseca. “Voto e competição política na Primeira República: o caso de Minas Gerais”. Tese de doutoramento, Juiz de Fora, Universidade Federal de Juiz de Fora, 2016.
  18. Franco, Afonso Arinos de Melo. História e Teoria dos partidos políticos no Brasil. São Paulo: Alfa-Ômega, 1974.
  19. Goulart, Mônica Helena Harrich Silva. “Classe dominante e jogo político na Assembleia Legislativa Paranaense (1889-1930)”. Tese de doutoramento, Curitiba, Universidade Federal do Paraná, 2008.
  20. Granato, Natália Cristina. “O Partido Democrático Paranaense de 1927 a 1930: um estudo de capitais familiares e sociais de seus dirigentes”. Revista do Núcleo de Estudos Paranaenses, 1, n. 4 (2018): 36-55. https://doi.org/10.5380/nep.v4i1.60211
  21. Hollanda, Cristina Buarque de. Modos de representação política na Primeira República. Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 2009.
  22. Lenzi, Carlos Alberto Silveira. Partidos e políticos de Santa Catarina. Florianópolis: Editora da UFSC, 1983.
  23. Levi-Moreira, Sílvia. “Liberalismo e democracia na dissidência republicana paulista: estudo sobre o Partido Republicano Dissidente de São Paulo, 1901-1906”. Tese de doutoramento, São Paulo, Universidade de São Paulo, 1991.
  24. Marques, Enéas. Generoso Marques. Curitiba: Impressora Paranaense, 1941.
  25. Martiny, Carina. “Os seus serviços públicos e políticos estão de certo modo ligados à prosperidade do município: constituindo redes e consolidando o poder: uma elite política local (São Sebastião do Caí, 1875-1900)”. Dissertação de mestrado, São Leopoldo, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, 2010.
  26. Montenegro, Abelardo. Os partidos políticos no Ceará. Fortaleza: Editora da Universidade Federal do Ceará, 1980.
  27. Oliveira, Ricardo Costa de. O silêncio dos vencedores: genealogia, classe dominante e Estado do Paraná (1853-1930). Curitiba: Moinho do Verbo, 2001.
  28. Pinto, Surama Conde Sá. Só para iniciados: o jogo político na antiga capital federal. Rio de Janeiro: Mauad, 2011.
  29. Prado, Maria Lígia Coelho. A democracia ilustrada: o Partido Democrático de São Paulo, 1926-1934. São Paulo: Ática, 1986.
  30. Resende, Maria Efigênia Lage de. Formação da estrutura de dominação em Minas Gerais: o novo PRM (1889-1906). Belo Horizonte: UFMG/Proed, 1982.
  31. Ricci, Paolo, e Zulini, Jaqueline Porto. “Partidos, competição política e fraude eleitoral: a tônica das eleições na Primeira República”. Dados, 57, n. 2 (2014): 443-479. https://doi.org/10.1590/0011-5258201414
  32. Saes, Guillaume Azevedo Marques de. “O Partido Republicano Paulista e a luta pela hegemonia política (1889-1898)”. Em História do Estado de São Paulo: a formação da unidade paulista, org. João Ricardo de Castro Caldeira, e Nilo Odália, 189-206. São Paulo: Imprensa Oficial, 2010. Vol. 2. São Paulo: Imprensa Oficial, 2010.
  33. Sampaio, Consuelo Novais. Os partidos políticos da Bahia na Primeira República: uma política de acomodação. Salvador: Ed. da UFBA, 1978.
  34. Sêga, Rafael Augustus. Tempos belicosos: a Revolução Federalista no Paraná e a rearticulação da vida político-administrativa do Estado (1889-1907). Curitiba: Aos Quatro Ventos, 2005.
  35. Souza, Lucas Massimo Tonial Antunes de. “A profissionalização da oligarquia no Brasil: um estudo sobre a estrutura da carreira política de senadores na Primeira República”. Tese de doutoramento, Curitiba, Universidade Federal do Paraná, 2018.
  36. Stone, Lawrence. “Prosopografia”. Revista de Sociologia e Política, 19, n. 39 (2011): 115-137. https://doi.org/10.1590/S0104-44782011000200009
  37. Valente, Sílvia Maria Pazello. A presença rebelde na cidade sorriso: contribuição ao estudo do anarquismo em Curitiba. Londrina: Ed. da UEL, 1997.
  38. Vanali, Ana Christina. “Ao povo paranaense: a vida do cidadão Manoel Correia de Freitas”. Tese de doutoramento, Curitiba, Universidade Federal do Paraná, 2017.
  39. Vernalha, Milton Miró. Maragatos X Pica-paus. Curitiba: Editora Lítero-Técnica, 1984.
  40. Viscardi, Cláudia Maria Ribeiro. O Teatro das Oligarquias: uma revisão da política do “café com leite”. Belo Horizonte: Fino Traço, 2012.
  41. Viscardi, Cláudia Maria Ribeiro. Unidos perderemos: a construção do federalismo republicano brasileiro. Curitiba: Editora CRV, 2016.
  42. Zulini, Jaqueline Porto. “Modos do bom governo na Primeira República brasileira: o papel do Parlamento no regime de 1889-1930”. Tese de doutoramento, São Paulo, Universidade de São Paulo, 2016.