Impacto da COVID-19 nos custos de UTI em hospital universitário público: comparação entre Custeio por Absorção e TDABC

ICU costs in COVID-19: Absorption vs TDABC

Autores

  • Filipe Carrilho de Aguiar Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Recife, Pernambuco, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-8277-2631
  • Umbelina Cravo Teixeira Lagioia Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-8422-7808
  • Rodrigo Vicente dos Prazeres Faculdade de Administração, Economia e Contabilidade, Universidade Federal de Alagoas, Maceió, Alagoas, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-9888-1330
  • Juliana Gonçalves de Araújo Universidade de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil.
  • Ubiracé Fernando Elihimas Júnior Universidade de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil.
  • Adriana Falangola Benjamin Bezerra Centro de Ciências Médicas, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-5278-3727

Palavras-chave:

Custos e Análise de Custo, Unidades de Terapia Intensiva, COVID-19, Gestão Hospitalar, Economia da Saúde

Resumo

Introdução: A pandemia da COVID-19 impôs uma pressão sem precedentes sobre as unidades de terapia intensiva, exigindo uma análise detalhada dos custos hospitalares para garantir a sustentabilidade financeira em crises sanitárias. Objetivo: Avaliar o impacto da COVID-19 nos custos de internações em UTI de hospital universitário público, comparando o custeio por absorção e o Time-Driven Activity-Based Costing (TDABC). Material e Métodos: Estudo longitudinal em hospital terciário no Brasil, com 269 internações (2019: n=187, sem COVID-19; 2020: n=82, COVID-19). Custos por absorção foram estimados em ambos os anos. O TDABC foi aplicado às internações por COVID-19 em 2020 (N=82), com apresentação dos resultados por estratos de tempo de permanência. Os custos foram analisados por tempo de permanência (1–5; 6–10; 11–15; 16–20; >20 dias). Resultados: Observou-se aumento descritivo dos custos médios em 2020 nos estratos de 1–5 dias (+69,7%) e 6–10 dias (+83,6%) em relação a 2019, sem significância estatística nesses estratos. Na comparação entre métodos em 2020, o custeio por absorção apresentou valores numericamente superiores aos estimados pelo TDABC, com diferenças descritivas de 4,0% a 84,3%, sem diferença estatisticamente significativa pelo teste de Wilcoxon. Todos os grupos apresentaram déficit frente aos repasses do SUS, concentrado nos primeiros 15 dias de internação. Conclusão: Os achados sugerem variações relevantes nos custos de UTI no período pandêmico, especialmente nos estratos iniciais de internação. O TDABC produziu estimativas mais individualizadas do consumo de recursos nas internações por COVID-19 analisadas em 2020 e evidenciou subfinanciamento persistente, oferecendo subsídios à gestão hospitalar e à revisão das políticas de financiamento do SUS.

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Biografia do Autor

Umbelina Cravo Teixeira Lagioia , Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil.

Graduada e mestre em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Pernambuco, com doutorado em Administração (Finanças) e em Ciências Contábeis pela mesma instituição. Professora da Universidade de Pernambuco e docente permanente do Mestrado em Gestão do Desenvolvimento Local Sustentável, com atuação em contabilidade, finanças e gestão pública.

Rodrigo Vicente dos Prazeres , Faculdade de Administração, Economia e Contabilidade, Universidade Federal de Alagoas, Maceió, Alagoas, Brasil.

Possui graduação em Ciencias Contábeis pela Universidade Católica de Pernambuco (2009) e mestrado (2014) e doutorado (2019) em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Pernambuco. Atualmente é professor adjunto da Faculdade de Administração, Economia e Contabilidade da Universidade Federal de Alagoas (FEAC-UFAL) e líder do Núcleo de Estudos em Contabilidade e Comportamento (NECC - UFAL) e membro do Núcleo de Estudos em Sistemas Contábeis (NESC - UFAL) e do Grupo de Pesquisa sobre Convergência Contábil e Mercado de Capitais (UFPE). Possui experiência em nível de graduação e pós-graduação latu sensu e stricto sensu com contabilidade, finanças e economia comportamental. Seus interesses em pesquisa são nas seguintes temáticas: Contabilidade para usuários externos com ênfase em pronunciamentos contábeis, Finanças Corporativas e Economia Comportamental.

Juliana Gonçalves de Araújo, Universidade de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil.

Possui graduação (2013) e mestrado(2015) em Ciências Contábeis e doutorado em Administração - Finanças (2017) e Ciências Contábeis (2023) pela Universidade Federal de Pernambuco. Durante a graduação exerceu monitoria e foi pesquisadora voluntária e bolsista (PIBIC). Estagiou no Tribunal de Justiça de Pernambuco, no setor de liquidação, e participou de projetos de pesquisa/intervenção na Compesa e CEPE, sob a coordenação da professora Umbelina Lagioia, com o objetivo de auxiliar nos procedimentos de convergência contábil dessas entidades. Possui experiência na docência, coordenação de curso e realização de eventos (como minicursos, eventos acadêmicos e demais atividades de extensão), sendo atualmente professora da Universidade de Pernambuco e professora permanente do Mestrado em Gestão do Desenvolvimento Local Sustentável.

Ubiracé Fernando Elihimas Júnior , Universidade de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil.

Médico graduado pela Universidade de Pernambuco, com especialização em Medicina Interna e Nefrologia. Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Pernambuco e Doutor em Ciências da Saúde pela Universidade de Pernambuco, com atuação em progressão da doença renal e aplicações de inteligência artificial e machine learning em medicina.

Adriana Falangola Benjamin Bezerra, Centro de Ciências Médicas, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil.

Professora Titular do Centro de Ciências Médicas da Universidade Federal de Pernambuco, na área de Saúde Coletiva. Atua em Saúde Pública, com ênfase em política de saúde, planejamento e gestão em saúde, economia da saúde e avaliação em saúde. É líder do Grupo de Pesquisa em Economia Política da Saúde (CNPq/UFPE) e membro da Rede de Economia da Saúde (Rede ECOS/Ministério da Saúde). Doutora em Nutrição, com concentração em Saúde Pública.

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Publicado

2026-07-24

Como Citar

1.
de Aguiar FC, Lagioia UCT, dos Prazeres RV, de Araújo JG, Júnior UFE, Bezerra AFB. Impacto da COVID-19 nos custos de UTI em hospital universitário público: comparação entre Custeio por Absorção e TDABC: ICU costs in COVID-19: Absorption vs TDABC. HU Rev [Internet]. 24º de julho de 2026 [citado 26º de julho de 2026];51:1-8. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/hurevista/article/view/52070

Edição

Seção

Artigos Originais