Relato de caso: melanoma primário de vagina

Autores

  • Marina Gontijo Pinto HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
  • Denise Gasparetti Drumond HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
  • Homero Gonçalves Júnior HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
  • Gabriel Duque Pannain HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
  • Sophia Helena Batalha HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

DOI:

https://doi.org/10.34019/1982-8047.2019.v45.25608

Palavras-chave:

Melanoma, Câncer Vaginal, Sangramento Vaginal

Resumo

Introdução: Melanoma maligno de vagina é um tumor raro e agressivo com incidência de 0,46 casos a cada milhão de mulheres por ano, descrito pela primeira vez por Poronas, em 1887. São relatados aproximadamente 500 casos mundialmente. É uma variante mucosa do melanoma, acometendo regiões não expostas à radiação ultravioleta. Representa menos de 3% dos tumores primários malignos da vagina, de prognóstico ruim e taxa sobrevida em 5 anos de 5-25%. O tratamento preconizado é controverso e assunto de discussões. Existem poucos dados na literatura, justificando o relato deste caso, que contribuirá para novos estudos a fim de definir um melhor tratamento. Objetivo: Relatar um caso de melanoma primário de vagina invasor. Relato de caso: Paciente do sexo feminino, 78 anos, relatava sangramento vaginal há 6 meses e secreção serosanguinolenta de odor fétido. Ao exame ginecológico, visualizou-se lesão vegetante em parede vaginal esquerda, com sangramento ativo, friável e odor fétido, ausência de lesões em colo uterino e útero de volume habitual. A biópsia evidenciou à imunohistoquímica neoplasia de células epitelioides com atipias proeminentes com pigmento melânico associado à extensão pagetoide para camadas superficiais do epitélio, mitoses atípicas e positividade forte e difusa para Melan A e proteína S100, favorecendo a hipótese de Melanoma invasor primário de vagina. A ressonância magnética da pelve evidenciou linfonodo inguinal heterogêneo à esquerda. Desfecho: Paciente submetida à colpectomia com excisão de lesão neoplásica em parede anterior da vagina e ressecção de lesões suspeitas em paredes laterais da vagina e parede lateral direita da vulva, sem intercorrências cirúrgicas. Conclusão: O caso relatado fomenta a discussão de doença rara e que mesmo quando o diagnóstico e o tratamento são instituídos, tem seu prognóstico ainda muito imprevisível, no que diz respeito à cura e melhoria da qualidade de vida.

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Biografia do Autor

Marina Gontijo Pinto, HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

Residente do segundo ano do programa em Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora

Denise Gasparetti Drumond, HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

Professora de Ginecologia do Hospital Universitário de Juiz de Fora

Homero Gonçalves Júnior, HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

Chefe do serviço de Ginecologia do Hospital Universitário de Juiz de Fora

Gabriel Duque Pannain, HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

Acadêmico de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora

Sophia Helena Batalha, HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

Acadêmica de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora

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Publicado

2019-08-01

Como Citar

1.
Pinto MG, Drumond DG, Júnior HG, Pannain GD, Batalha SH. Relato de caso: melanoma primário de vagina. HU Rev [Internet]. 1º de agosto de 2019 [citado 23º de julho de 2024];45(1):87-92. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/hurevista/article/view/25608

Edição

Seção

Relato de Caso

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