Comparação de diferentes planejamentos em cirurgia ortognática para tratamento de assimetrias faciais: relato de casos

Autores

  • Daniel Amaral Alves Marlière Área de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas, FOP – UNICAMP, Piracicaba, SP https://orcid.org/0000-0003-4897-355X
  • Hugo Leite Rodrigues Neto Faculdade de Odontologia, Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora, FCMS/JF – SUPREMA, Juiz de Fora, MG
  • Alan Robert Moreira Schmitt Serviço de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Hospital Universitário Pedro Ernesto, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, HUPE – UERJ, Rio de Janeiro, RJ
  • Luciana Asprino Área de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas, FOP – UNICAMP, Piracicaba, SP
  • Rodrigo Alvitos Pereira Serviço de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Hospital Universitário Pedro Ernesto, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, HUPE – UERJ, Rio de Janeiro, RJ

DOI:

https://doi.org/10.34019/1982-8047.2018.v44.13944

Palavras-chave:

Assimetria facial, Cirurgia ortognática, Côndilo mandibular

Resumo

Introdução: a cirurgia ortognática envolve a correção de desarmonias funcionais e estéticas. A hiperplasia condilar (HC) resulta em crescimento mandibular acentuado, provocando assimetria facial. Para obter previsibilidade e sucesso nos resultados, é imprescindível planejar. Objetivo: descrever e comparar métodos de planejamento e resultados pós-operatórios por meio de relato de três pacientes com assimetria facial. Relato de caso: foram avaliados 03 casos (casos A, B e C) orto-cirúrgicos de pacientes adultos jovens, com média de idade de 22 anos, portadores de má oclusão esquelética de Classe III, com assimetria facial resultante de HC inativa. Esses foram submetidos a análise facial e a dois métodos de planejamento em cirurgia ortognática (convencional e virtual). O caso A foi planejado por meio de imagens bidimensionais (2D) e sequência cirúrgica iniciada pela maxila. O caso B foi planejado por imagens 2D associado ao recurso de simulação em protótipo. E o caso C, planejado exclusivamente em imagens tridimensionais (3D) e simulação virtual. Os casos B e C utilizaram sequência cirúrgica iniciada pela mandíbula. Foi utilizado o software Dolphin Imaging® em todos os planejamentos. Os planejamentos foram transferidos para os procedimentos cirúrgicos por auxílio dos guias em resina acrílica e estereolitografia. Os pacientes dos casos relatados foram avaliados periodicamente no pós-operatório e estavam satisfeitos com os resultados. Conclusão: os planejamentos demonstraram previsibilidade e viabilidade para assimetrias faciais, pois os resultados foram satisfatórios. Houve uma tendência de melhores resultados quando a prototipagem, imagens 3D e sequência operatória iniciada pela mandíbula foram utilizadas no planejamento.

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Biografia do Autor

Daniel Amaral Alves Marlière, Área de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas, FOP – UNICAMP, Piracicaba, SP

Doutorando em Clínica Odontológica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas. Possui Graduação em Odontologia pela Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF (2009). Realizou residência em saúde de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial no Hospital Universitário Pedro Ernesto - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (HUPE - UERJ) e Especialização em Implantodontia na Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora - Pós Odonto SUPREMA (FCMS/JF - MG). Atua nas seguintes áreas: Cirurgia Oral Menor, Implantodontia, Reabilitação protética com implantes dentários, Cirurgia Ortognática, Traumatologia Facial, Cirurgia da ATM, Patologia oral e Maxilofacial.

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Publicado

2019-02-08

Como Citar

1.
Marlière DAA, Rodrigues Neto HL, Schmitt ARM, Asprino L, Pereira RA. Comparação de diferentes planejamentos em cirurgia ortognática para tratamento de assimetrias faciais: relato de casos. hu rev [Internet]. 8º de fevereiro de 2019 [citado 9º de dezembro de 2022];44(1):131-4. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/hurevista/article/view/13944

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