CAPACIDADE DE SUPORTE E RESILIÊNCIA DE UM MANANCIAL PERIURBANO EM JUIZ DE FORA (MG), BRASIL

  • Cézar Henrique Barra Rocha Universidade Federal de Juiz de Fora Faculdade de Engenharia Núcleo de Análise Geo Ambiental (NAGEA) Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO) Programa de Pós-Graduação em Ambiente Construído (PROAC) Programa de Pós-Graduação em Ecologia http://orcid.org/0000-0003-1321-158X
  • Márcio de Oliveira Universidade Federal de Juiz de Fora, Departamento de Engenharia de Produção e Mecânica Rua José Lourenço Kelmer, s/n, Juiz de Fora, MG, Brasil, CEP 36036-900
  • Raissa da Cruz Ferreira Universidade Federal de Juiz de Fora, Graduanda em Engenharia Civil Rua José Lourenço Kelmer, s/n, Juiz de Fora, MG, Brasil, CEP 36036-900
  • Guilherme William Marcelino Universidade Federal de Juiz de Fora, Graduando em Estatística Rua José Lourenço Kelmer, s/n, Juiz de Fora, MG, Brasil, CEP 36036-900
  • Marina Alonso Leite Universidade Federal de Juiz de Fora, Graduanda em Engenharia Ambiental e Sanitária Rua José Lourenço Kelmer, s/n, Juiz de Fora, MG, Brasil, CEP 36036-900

Resumo

Esse artigo propôs o monitoramento dos impactos na Bacia de contribuição da Represa de São Pedro (BCRSP) situada em Juiz de Fora (MG) através do ICE aplicado na série histórica de dados limnológicos da CESAMA entre 2006 e 2017. O Índice de Conformidade ao Enquadramento (ICE) foi proposto pelo Canadian Council of Ministers of the Environment (CCME). Ele é baseado na excedência a padrões de qualidade da água e visa determinar a “distância” que as variáveis se encontram do que é desejado. Foi possível perceber que os parâmetros Fósforo Total, Ferro, DBO5,20, Oxigênio Consumido, Alumínio e Oxigênio Dissolvido foram os que apresentaram maior percentual de não conformidade nesse período. Esses parâmetros refletem a geração de carga orgânica e transporte de sedimentos nessa Bacia oriundos de esgotos domésticos, revolvimento de terras e erosão. Destaque para duplicação da BR-040; a execução da BR-440 e loteamentos como o Condomínio Alphaville; e a maior seca dos últimos anos que geraram os piores resultados de ICE em 2007, 2010 a 2012, e 2014, respectivamente. A capacidade de recuperação e resiliência dessa Represa nos anos em que cessaram ou reduziram essas interferências com melhoria do ICE, mostram também a sensibilidade desse Índice. A Represa de São Pedro mostrou uma tendência de melhoria da sua água nos últimos anos, chamando a atenção da sociedade e do poder público que precisam se mobilizar no sentido de mantê-la como um manancial estratégico de abastecimento público.

Biografia do Autor

Cézar Henrique Barra Rocha, Universidade Federal de Juiz de Fora Faculdade de Engenharia Núcleo de Análise Geo Ambiental (NAGEA) Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO) Programa de Pós-Graduação em Ambiente Construído (PROAC) Programa de Pós-Graduação em Ecologia
Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Juiz de Fora (1990), especialização em Geoprocessamento pela UFRJ (2000), mestrado em Transportes pela Universidade de São Paulo (1994) e doutorado em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003). É professor Associado IV da Universidade Federal de Juiz de Fora, lecionando disciplinas de Geomática para Graduação e Monitoramento Ambiental para Pós-Graduação. Atua como professor permanente e Vice-Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO), professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Ambiente Construído (PROAC) e professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Ecologia (PGECOL). Tem experiência nas áreas de Transportes e Meio Ambiente, focando o Monitoramento Ambiental, a Avaliação de Impacto Ambiental, os Recursos Hídricos, a Gestão de Bacias Hidrográficas, o Mapeamento de Riscos e a Capacidade de Suporte. É lider do Núcleo de Análise Geo Ambiental (NAGEA) - CNPq. É revisor dos periódicos Árvore, Geosciences (Geociências), Engenharia Sanitária e Ambiental (RESA), Revista Brasileira de Recursos Hídricos (RBRH), Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental (AGRIAMBI) e Revista Ambiente e Água.
Márcio de Oliveira, Universidade Federal de Juiz de Fora, Departamento de Engenharia de Produção e Mecânica Rua José Lourenço Kelmer, s/n, Juiz de Fora, MG, Brasil, CEP 36036-900
Graduado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2006), Especialista em Análise Ambiental, e Mestre e Doutor em Ecologia Aplicada ao Manejo e Conservação de Recursos Naturais (UFJF). Atualmente é Professor Assistente do Departamento de Engenharia de Produção e Mecânica da Universidade Federal de Juiz de Fora. Integrante do Núcleo de Análise Geo Ambiental da Faculdade de Engenharia (UFJF) . Tem experiência na área de Engenharia de Produção, com ênfase em Gestão da Produção, Gestão Ambiental e Análise Ambiental.
Raissa da Cruz Ferreira, Universidade Federal de Juiz de Fora, Graduanda em Engenharia Civil Rua José Lourenço Kelmer, s/n, Juiz de Fora, MG, Brasil, CEP 36036-900
Graduanda em Engenharia Civil - Ênfase em Transportes pela Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF. Atualmente cursando o último semestre na mesma. Áreas de interesse: Geodésia espacial, Topografia, Cartografia, Geoprocessamento, Processamento Digital de Imagens Orbitais e Serviços Online Gratuitos de Pós Processamento de Dados GNSS (Global Navigation Satellite System).
Guilherme William Marcelino, Universidade Federal de Juiz de Fora, Graduando em Estatística Rua José Lourenço Kelmer, s/n, Juiz de Fora, MG, Brasil, CEP 36036-900
Tem experiência na área de Probabilidade e Estatística, com ênfase em Estatística. Pesquisador do NAGEA
Marina Alonso Leite, Universidade Federal de Juiz de Fora, Graduanda em Engenharia Ambiental e Sanitária Rua José Lourenço Kelmer, s/n, Juiz de Fora, MG, Brasil, CEP 36036-900
Possui ensino-medio-segundo-graupelo Colégio dos Santos Anjos(2016). Graduanda em Engenharia Ambiental e Sanitária pela UFJF no 4º Período, foi pesquisadora do NAGEA e participa do Grupo de Educação Tutorial (GET) da Engenharia Ambiental da UFJF
Publicado
2019-12-13
Seção
Artigos