Elementos identitários na paisagem da Vila Iata em Rondônia
estudo de caso em territórios isolados
DOI:
https://doi.org/10.34019/2359-4489.2026.v13.50246Palavras-chave:
Amazônia; Colônia Agrícola do Iata; Paisagem.Resumo
Este artigo analisa a paisagem da Vila Iata, em Guajará-Mirim (RO), como expressão de seus caracteres identitários. Adota abordagem qualitativa com observação participante, pesquisa documental e registro fotográfico para compreender como elementos culturais estruturam a identidade do lugar por referências coletivas. A formação histórica local, ligada à Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e a diversos ciclos econômicos, transformou a paisagem com moradias, equipamentos públicos e estruturas ferroviárias. O Rio Mamoré e as florestas reforçam o caráter ambiental, enquanto as práticas e festividades expressam a vida cultural. A partir do conceito de caracteres identitários apresentados nos estudos da geofilosofia de Luisa Bonesio, em diálogo com pensamentos de Rosario Assunto e Augustin Berque, a paisagem é vista como dinâmica, revelando permanências e mudanças. A ferrovia e seus vestígios simbolizam memórias incômodas, ao passo que festas e elementos naturais fortalecem vínculos de pertencimento. É necessário registrar estes elementos para preservar a memória e identidade amazônica, diante de processos de descaracterização, além de ameaças como a instalação de hidrelétricas.
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