Estrangeiros no Maranhão:

transição do regime de trabalho, a imigração e a tentativa de construção de uma sociedade eugênica em meados do XIX.

  • Amanda Porto Ribeiro Mestranda em História pela Universidade Federal de Goiás
Palavras-chave: Imigração, Século XIX, Maranhão, Escravo

Resumo

O presente artigo surge da necessidade de uma resposta crítica ao modelo historiográfico produzido, até então, acerca da imigração, a substituição de mão de obra escrava e a “linha de cor” empregada pelo modelo filosófico moderno-colonial. O sentimento inquietante que essa reflexão impõe faz buscar, em meio ao baú dos silêncios sentenciado pelo colonizador, um novo olhar e perspectiva, onde o colonizado aparece como sujeito ativo no processo de colonização em meados do XIX. O objetivo deste artigo, portanto, é compreender, através de outro ângulo, como se desenvolveu, na esfera nacional e mais especificamente no Maranhão, a entrada de imigrantes estrangeiros e a substituição do trabalho escravo pelo livre dentro do discurso elitista dominante da época, que enxergava na imigração a solução para a alegada “inaptidão” do nacional ao trabalho livre.
Publicado
2019-07-04
Como Citar
(1)
Porto Ribeiro, A. Estrangeiros No Maranhão:. FDC 2019, 4, 86-104.