CONSCIÊNCIA IMAGINANTE, ÉTICA E LIBERDADE

FUNDAMENTOS PARA UMA EDUCAÇÃO FENOMENOLÓGICA

Autores/as

  • Liliane Barros de Almeida Universidade Estadual de Goiás

Palabras clave:

Sartre, Liberdade radical, Consciência imaginante, Educação, Práxis

Resumen

Este artigo propõe discutir a ontologia fenomenológica de Jean-Paul Sartre como fundamento teórico-prático para uma educação transformadora. Partindo da premissa sartreana da primazia da existência sobre a essência, o estudo demonstra que a realidade humana é caracterizada pela liberdade radical – uma condição que se manifesta pelo poder da consciência de nadificar, negar, o mundo dado. A pesquisa estabelece a consciência imaginante como a matriz ontológica dessa liberdade, uma vez que ela permite a irrealização do presente e a projeção de um projeto futuro. Argumenta-se que essa perspectiva exige uma ruptura com o modelo de reprodução pedagógica, o qual, ao promover a domesticação e a adaptação, por meio da má-fé, serve à manutenção de estruturas alienantes, como a lógica do capital (Mészáros). Em contrapartida, a educação autêntica deve ser um movimento perpétuo de contestação – o conhecimento é um conjunto de problemas abertos que possibilita ao sujeito a fazer-se outro por meio da escolha e do engajamento. Conclui-se que o ato educativo é uma práxis exclusivamente humana e o espaço fundamental para a formação do homem contestador, realizando a plena humanização do Ser-para-si fundada na responsabilidade ética.

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Citas

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Publicado

2026-08-17

Cómo citar

Barros de Almeida, L. (2026). CONSCIÊNCIA IMAGINANTE, ÉTICA E LIBERDADE: FUNDAMENTOS PARA UMA EDUCAÇÃO FENOMENOLÓGICA. Revista Ética E Filosofia Política, 2(28). Recuperado a partir de https://periodicos.ufjf.br/index.php/eticaefilosofia/article/view/51270