Sofrimento psíquico entre agentes comunitários de saúde durante a pandemia de COVID-19: integração de dois estudos transversais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34019/1809-8363.2026.v29.49433

Palavras-chave:

Agentes Comunitários de Saúde, Atenção Primária à Saúde, Saúde Mental, Violência no Trabalho, COVID-19

Resumo

Introdução: O papel crucial dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), durante a pandemia de COVID-19, foi destacado em diversos estudos, porém a sobrecarga física e mental que enfrentaram permanece pouco explorada. Objetivo: Estimar a prevalência de transtornos mentais comuns (TMC) entre ACS durante duas fases da pandemia e investigar associações entre características do trabalho e TMC. Métodos: Os dados foram coletados em São Paulo durante outubro–novembro de 2020 (N=177) e 2021 (N=143). Os TMC foram avaliados utilizando o GHQ-12. Informações sobre dados sociodemográficos, acesso a equipamentos de proteção individual (EPIs) e experiências de discriminação, conflitos e violência foram coletadas. As associações foram analisadas por meio de regressão de Poisson. Resultados: A prevalência de TMC diminuiu de 49,7% na fase 1 para 36,3% na fase 2. O acesso insuficiente a EPIs foi relatado em ambas as fases. A violência foi mais frequente na fase 1 (59,3%) do que na fase 2 (39,2%). Participantes expostos à discriminação, conflitos ou violência apresentaram maior risco de TMC (fase 1: RP = 2,11; fase 2: RP = 2,43). O acesso insuficiente a EPIs aumentou o risco de TMC apenas na fase 1 (RP = 1,62). Conclusão: Estratégias para reduzir a violência contra os ACS e garantir o acesso adequado a EPIs são cruciais para mitigar seu sofrimento psíquico durante crises sanitárias.

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Biografia do Autor

Jamili Joana de Melo Calixto, Centro Universitário Campo Limpo Paulista (UNIFACCAMP)

Mestra em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ). Professora no Centro Universitário Campo Limpo Paulista (UNIFACCAMP). CV: http://lattes.cnpq.br/7468123638087447

Carolina de Lima, Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ)

Graduada em Enfermagem pela Universidade Paulista (UNIP). Enfermeira no Centro Médico São Camilo (CMSC). CV: http://lattes.cnpq.br/1436219826002367

Andréa Tenório Correia da Silva, Universidade de São Paulo (USP)

Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP); com pós-doutorado pela Universidade de São Paulo (USP). Professora Adjunta na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). CV: http://lattes.cnpq.br/8699062279308168

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Publicado

2026-08-11

Edição

Seção

Artigos Originais