Plantas medicinais no tratamento da insônia: um modelo de metodologia ativa de ensino para formação médica em Atenção Primária à Saúde
DOI:
https://doi.org/10.34019/1809-8363.2026.v29.47185Palavras-chave:
Plantas Medicinais, Fitoterapia, Insônia, Atenção Primária à Saúde, Formação MédicaResumo
Objetivo: Este estudo teve como objetivo capacitar médicos atuantes na Atenção Primária à Saúde (APS) sobre o uso de plantas medicinais no tratamento da insônia e avaliar o impacto dessa intervenção no conhecimento dos participantes. Metodologia: Realizou-se uma oficina em duas unidades da APS no município do Rio de Janeiro, com a participação de 17 médicos, sendo a maioria residentes em medicina de família e comunidade. A intervenção incluiu uma discussão inicial com perguntas disparadoras, uma parte expositiva baseada em evidências científicas e uma dinâmica sensorial com plantas medicinais. A avaliação do conhecimento foi realizada por meio de questionários pré e pós-intervenção, que mensuraram a frequência de prescrição e a familiaridade com as plantas medicinais. Resultados: Antes da oficina, apenas 23,5% dos participantes prescreviam plantas medicinais ocasionalmente, aumentando para 43,8% após a intervenção. Além disso, 76,5% dos médicos não conheciam materiais bibliográficos sobre o tema antes da oficina, mas, após a intervenção, esse número caiu significativamente. Os participantes relataram maior interesse crescente em incorporar o uso de plantas medicinais em sua prática clínica. Conclusão: A oficina foi eficaz em ampliar o conhecimento e a aplicação clínica das plantas medicinais para insônia, ressaltando a importância de intervenções breves na formação médica. A experiência sugere que essa abordagem pode ser replicada em outros contextos da APS, contribuindo para a formação clínica e cultural dos profissionais de saúde.




