“Alcoolismo” e “beber socialmente”: analisando o uso de termos leigos na atenção primária à saúde

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34019/1809-8363.2026.v29.46003

Palavras-chave:

Atenção Primária, Transtornos Relacionados ao Uso de Álcool, Cuidado Culturalmente Competente

Resumo

Introdução: Expressões informais como “beber socialmente” e “alcoolismo” estão presentes nas consultas da atenção primária à saúde (APS). Buscamos compreender como a percepção cultural destes profissionais interfere no cuidado, incluindo suas normas descritivas e injuntivas que embasam suas atitudes e intervenções. Metodologia: A metodologia utilizada foi a análise de conteúdo. Entrevistamos 33 profissionais de nível superior da APS no município do Rio de Janeiro por questionário semiestruturado com perguntas sobre “beber socialmente” e “alcoolismo”. Resultados: Os entrevistados percebem “beber socialmente” como consumo de baixa frequência/quantidade, com amigos e família, sem perder o controle e “alcoolismo” como uso grave e problemático. A confiança normativa dos profissionais no “beber socialmente” prejudica investigar aprofundadamente o uso de álcool. A gravidade associada ao “alcoolismo” reforça estigma e dificulta intervenções precoces. Conclusão: Estes termos culturais atravessam a prática clínica, porém são imprecisos e prejudiciais. Capacitações para abordagem ao uso de álcool devem incluir aspectos culturais.

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Biografia do Autor

Renata Werneck Vargens, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Mestra em Psiquiatria e Saúde Mental pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professora Assistente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). CV: http://lattes.cnpq.br/5663605043464277

Sean Joseph Haley, City University of New York (CUNY)

Doutor em Social Policy pela Brandeis University (BRANDEIS), Estados Unidos da América. Professor Associado da City University of New York (CUNY), Estados Unidos da América. CV: http://lattes.cnpq.br/8319224702200709

Vitor Aguiar Lobato de Carvalho, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Médico Psiquiatra do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) no município do Rio de Janeiro - RJ. CV: http://lattes.cnpq.br/7793048580625574

Daniel Storti Netto Puig, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Mestre em Saúde Coletiva pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Técnico Universitário Superior (Médico) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). CV: http://lattes.cnpq.br/2742776770941098

Ana Alice da Silva Sudré, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Graduada em Medicina na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). CV: http://lattes.cnpq.br/6629253943447345

Manoela Alves Salgado, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Doutora em Ciências Médicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professora Adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). CV: http://lattes.cnpq.br/0104747616326296

Marcelo Santos Cruz, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Doutor em Psiquiatria e Saúde Mental pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Médico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). CV: http://lattes.cnpq.br/3536956625860134

Sandra Lúcia Correia Lima Fortes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Doutora em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professora Adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). CV: http://lattes.cnpq.br/8632178826165568

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Publicado

2026-07-15

Edição

Seção

Artigos Originais