“Eu não sou contra, mas também não sou a favor!”: representações sociais de profissionais da saúde da Atenção Primária sobre a LGBTIfobia
DOI:
https://doi.org/10.34019/1809-8363.2026.v29.43978Palabras clave:
Minorias Sexuais e de Gênero, Representação Social, Profissional de Saúde, Atenção PrimáriaResumen
Introdução: O contexto de discriminação e sofrimento enfrentado por pessoas LGBTI+ nos serviços de saúde tem se tornado cada vez mais evidente, especialmente na Atenção Primária à Saúde (APS), evidenciando barreiras no acesso e na qualidade do cuidado. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa social, descritiva, com abordagem qualitativa, fundamentada no referencial teórico das Representações Sociais de Serge Moscovici. O estudo foi realizado em uma Unidade de Saúde da Família na região metropolitana do Recife, Pernambuco, entre março e junho de 2023, com profissionais das equipes de saúde da família e saúde bucal. A produção dos dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas e observação participante. Para análise, utilizaram-se a análise temática e a análise de similitude. Resultados: Emergiram três categorias principais: (1) a LGBTIfobia como representação naturalizada pelos profissionais da APS; (2) o adoecimento emocional como consequência da LGBTIfobia e o desconhecimento das especificidades em saúde das pessoas LGBTI+; e (3) a (re)produção de práticas LGBTIfóbicas. As representações sociais identificadas refletem práticas estigmatizantes que comprometem o cuidado ofertado à população LGBTI+. Conclusão: Os achados evidenciam a necessidade urgente de conscientização e implementação de políticas integradoras na APS. Destaca-se a importância da inclusão obrigatória de conteúdos sobre diversidade sexual e de gênero na formação e educação permanente dos profissionais, bem como a criação de protocolos institucionais para identificação e enfrentamento de práticas discriminatórias, com monitoramento contínuo e participação social.




