Gestação e Síndrome de Klippel-Trénaunay: relato de caso

Autores

  • Amós Alves Teixeira Instituto Metropolitano de Ensino Superior (IMES-UNIVAÇO)
  • Mirna Santana Oliveira Instituto Metropolitano de Ensino Superior (IMES-UNIVAÇO)
  • Mylla Carollyna Cizoski Aquino Teixeira Instituto Metropolitano de Ensino Superior (IMES-UNIVAÇO)
  • Thiago Antonio da Silva Fontoura Universidade Federal de Juiz de Fora - Campus Avançado Governador Valadares
  • Milena de Oliveira Simões Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus avançado de Governador Valadares (UFJF-GV) https://orcid.org/0000-0002-1088-7456

Palavras-chave:

Síndrome de Klippel-Trenaunay-Weber, Gravidez, Equipe Multidisciplinar

Resumo

A Síndrome de Klippel-Trénaunay (SKT) é caracterizada por varicosidades atípicas ou malformações vasculares, nervo vascular cutâneo, hipertrofia óssea ou de tecidos moles. Objetivou-se relatar caso clínico de gestações em paciente com síndrome de Klippel-Trénaunay. As Informações foram obtidas por revisões de prontuários e entrevistas com profissionais envolvidos. Quanto ao caso, trata-se de paciente mulher, 47 anos, G5P2A3, diagnosticada aos 21 anos com SKT, apresenta hemangiomas e dor em membros e articulações desde a infância; hemorragias conjuntivais espontâneas, equimoses em membros, tórax, abdome e dorso, síncope nos períodos pré-menstruais, menstruais e gestacionais. História de trombose venosa profunda e múltiplas cirurgias devido a malformações. Atualmente, acompanhada em serviço de referência a cada dois meses, com escleroterapia em vasos calibrosos nos membros inferiores, sem uso contínuo de medicação. Em suas três primeiras gestações, evoluiu com abortamentos no primeiro trimestre, apresentando nas duas primeiras, sangramento vaginal por trinta dias sem recorrer à assistência médica. Apenas na terceira gestação procurou assistência hospitalar, após sangramento volumoso por 20 dias; diagnosticado o aborto com necessidade de curetagem. Na quarta gestação, foi assistida por equipe de pré-natal de alto risco, com pouca adesão ao acompanhamento; evoluiu com sofrimento fetal crônico com indicação de parto cesáreo, no entanto, recusou a intervenção. A criança nasceu por via vaginal, a termo, sem complicações ou necessidade de internação. Durante a quinta gestação, também com baixa adesão ao pré-natal, evoluiu na 16ª semana com dores abdominais intensas, diagnosticado ameaça de aborto e iniciado acompanhamento com equipe multiprofissional. A criança nasceu com 32 semanas e foi internada com necessidade de suporte respiratório. Devido ao alto risco, a gravidez é desencorajada em mulheres com SKT. A abordagem deve contar com o apoio de equipe multidisciplinar e a participação dos profissionais da Atenção Primária é fundamental para a coordenação do cuidado e promoção da adesão das condutas.

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Biografia do Autor

Amós Alves Teixeira, Instituto Metropolitano de Ensino Superior (IMES-UNIVAÇO)

Graduando em Medicina.

Mirna Santana Oliveira, Instituto Metropolitano de Ensino Superior (IMES-UNIVAÇO)

Graduanda em medicina.

Mylla Carollyna Cizoski Aquino Teixeira, Instituto Metropolitano de Ensino Superior (IMES-UNIVAÇO)

Graduanda em Medicina.

Thiago Antonio da Silva Fontoura, Universidade Federal de Juiz de Fora - Campus Avançado Governador Valadares

Acadêmico de medicina.

Milena de Oliveira Simões, Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus avançado de Governador Valadares (UFJF-GV)

Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Mestra pelo Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Professora do Departamento de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, Campus avançado de Governador Valadares.

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Publicado

2021-06-01

Edição

Seção

Resumos