Epidemiologia de portadores de hanseníase no Mato Grosso entre 2015 e 2019

Autores

  • Maria Clara Martins de Araújo Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) – Campus Sinop
  • Vilian Veloso de Moura Fé Universidade Federal de Mato Grosso Campus Sinop (UFMT-CUS) https://orcid.org/0000-0002-9513-9173
  • Vitória Paglione Balestero de Lima Universidade Federal de Mato Grosso Campus Sinop (UFMT-CUS) https://orcid.org/0000-0001-8660-8655
  • Júlio Cesar Marques de Aquino Universidade Federal de Mato Grosso Campus Sinop (UFMT-CUS)

Palavras-chave:

Epidemiologia, Hanseníase, Incidência

Resumo

A hanseníase caracteriza-se como um problema de saúde pública. Dos 40.474 casos novos registrados em 2010 nas Américas, 93% foram notificados no Brasil e o Centro-Oeste apresentou as maiores taxas de prevalência dos últimos quatro anos. Faz-se necessário compreender as condições envolventes e determinantes dessa doença na população para nortear os gestores nas medidas públicas combativas. Este estudo objetiva caracterizar o perfil dos pacientes com hanseníase, entre 2015 e 2019, no Estado de Mato Grosso (MT) para a construção de indicadores epidemiológicos seguros. Trata-se de um estudo transversal descritivo. Coletou-se dados no Sistema de Informação e Agravos de Notificação de acometidos por hanseníase, entre 2015 e 2019, no MT. Notificou-se 22.508 casos de hanseníase no MT no período. O ano de 2018 destacou-se pelo maior número de acometidos (24,6%), seguido por 2019 (24,44%). A maioria dos indivíduos era do sexo masculino (51,34%), pardos (55% das notificações) e estava na faixa etária entre 20 e 59 anos (71,89%). Aproximadamente 73% apresentaram a forma clínica dimorfa, mais de 90% foram classificados como multibacilar e 36,39% apresentaram incapacidade ao diagnóstico. 58,48% obtiveram alta por cura; 3,5% apresentaram recidiva e 0,94% faleceram em decorrência da doença. Destaca-se o grande impacto socioeconômico da hanseníase no estado, evidenciado pelo acometimento da população economicamente ativa, além da taxa de cura relativamente baixa, ademais, mais de 1/3 dos pacientes apresentaram algum grau de incapacidade ao diagnóstico, possivelmente por debilidades dos sistemas de saúde na garantia do diagnóstico precoce e do tratamento. Os indivíduos do sexo masculino, pardos, entre 20 e 59 anos, com baixa escolaridade e afetados pela forma dimorfa são os mais acometidos. É necessário aprimorar políticas públicas que visem ações de prevenção e tratamento precoce da hanseníase, pois, além dos prejuízos físicos, muitas vezes incapacitantes, acarretam altos custos para os serviços de saúde e à economia do país.

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Biografia do Autor

Maria Clara Martins de Araújo, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) – Campus Sinop

Acadêmica de medicina.

Vilian Veloso de Moura Fé, Universidade Federal de Mato Grosso Campus Sinop (UFMT-CUS)

Acadêmico de medicina.

Vitória Paglione Balestero de Lima, Universidade Federal de Mato Grosso Campus Sinop (UFMT-CUS)

Acadêmica de medicina.

Júlio Cesar Marques de Aquino, Universidade Federal de Mato Grosso Campus Sinop (UFMT-CUS)

Graduação em Medicina - Escuela Latino Americana de Medicina em Havana - ELAM - Cuba (2014); Especialista em Medicina de Família e Comunidade pela Secretaria Municipal de Saúde de Sinop COREME - Sinop/MT (2019); Especialista em Atenção Básica pela Universidade Federal de mato Grosso do Sul em parceria com Fundação Oswaldo Cruz- UFMS/Fiocruz (2016); Professor efetivo auxiliar de Medicina no ICS-UFMT- Sinop; Médico preceptor da residência médica SMS/COREME Sinop/MT. 

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Publicado

2021-06-01

Edição

Seção

Resumos