Percepção de estudantes de medicina sobre o atendimento à população ribeirinha

Autores

  • Rafaela Aguiar Rocha de Carvalho Universidade Federal do Pará (UFPA)
  • Rayssa Pinheiro Miranda Universidade Federal do Pará (UFPA)
  • Fabiany de Fátima Pompeu Rodrigues Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (FAMAZ)
  • Maria Gabriela Perdigão Barros Monteiro Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (FAMAZ)
  • Isabelly Coutinho Pereira Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (FAMAZ) https://orcid.org/0000-0003-3463-3941

Palavras-chave:

Atenção Primária à Saúde, Estratégia Saúde da Família, Pequenas Comunidades

Resumo

As comunidades com poucos habitantes e reduzida infraestrutura de serviços têm como desafio garantir a equidade e integralidade do acesso e atenção à saúde. Os fatores socioambientais afetam o estilo e qualidade de vida das pessoas, bem como o perfil de morbimortalidade dessas populações. Objetivamos levar a assistência médica aos usuários pertencentes a uma comunidade ribeirinha em Belém do Pará. Usuários, pertencentes a uma comunidade ribeirinha, foram convidados para uma ação em saúde na qual foi oferecido atendimento médico. A equipe de saúde era composta por 4 médicos, 5 estudantes de medicina, agentes comunitários de saúde e uma enfermeira responsável pela Estratégia de Saúde da Família local. Foram realizados 11 atendimentos, dos quais 6 pacientes eram hipertensos e 5 não possuíam doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Dos pacientes hipertensos, 4 estavam com a pressão arterial elevada e alegaram a falta de medicação como motivo. Os pacientes portadores de hipertensão arterial sistêmica tiveram suas prescrições ajustadas e receberam orientações quanto ao uso adequado das medicações, bem como quanto à importância do controle de sua doença para qualidade de vida e prevenção de complicações. As dificuldades de acesso às medicações e aos serviços de saúde contribuem para a má adesão medicamentosa da população ribeirinha atendida. Muitos moradores necessitam de transporte adequado para chegarem à Unidade Básica de Saúde local (UBS), o que contribuiu para a quantidade reduzida de usuários participantes desta ação, se comparada às ações realizadas em comunidades de áreas urbanas, assim como também percebemos maior descontrole das DCNT no meio ribeirinho, quando comparada aos usuários das Estratégias de Saúde da Família do meio urbano. Concluímos que é fundamental garantir o acesso ao serviço básico de saúde e às medicações disponibilizadas pela farmácia da UBS, para que as DCNT sejam controladas adequadamente. Ações em saúde e novas estratégias são essenciais para a população ribeirinha.

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Biografia do Autor

Rafaela Aguiar Rocha de Carvalho, Universidade Federal do Pará (UFPA)

Graduanda em Medicina.

Rayssa Pinheiro Miranda, Universidade Federal do Pará (UFPA)

Professora de MFC do curso de Medicina. Médica pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e Especialista em Medicina de Família e Comunidade pela Universidade do Estado do Pará (UEPA).  

Fabiany de Fátima Pompeu Rodrigues, Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (FAMAZ)

Graduanda de Medicina.

Maria Gabriela Perdigão Barros Monteiro, Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (FAMAZ)

Graduanda de Medicina.

Isabelly Coutinho Pereira, Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (FAMAZ)

Graduanda de Medicina.

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Publicado

2021-06-01

Edição

Seção

Resumos