Influência do distanciamento social e da APS em mortes por COVID-19

Autores

Palavras-chave:

Infecções por coronavírus, Mortalidade, Quarentena, Atenção Primária à Saúde

Resumo

Em virtude da doença causada pelo Coronavírus 2019 (COVID-19), países adotaram políticas de distanciamento social para tentarem diminuir a disseminação da doença e o número de óbitos. Diante deste cenário, a Atenção Primária à Saúde (APS) apresenta papel importante, como a educação em saúde sobre a pandemia. Objetivou-se avaliar a influência das políticas de distanciamento social e dos atributos da APS no número de óbitos por COVID-19. Trata-se de estudo observacional analítico coorte. Utilizou-se amostra com 31 países europeus, além dos países: Austrália, Canadá e Nova Zelândia. Foram analisados dados sobre a força de atributos da APS (continuidade, coordenação e abrangência), tempo para adoção de medidas de distanciamento social (enumeradas de 1 a 3, em ordem crescente de intensidade), número de óbitos pela doença (contado a partir do dia 0, data com 5 ou mais mortes) e coeficiente angular de mortes para três períodos (do dia 0 até dia 15, entre os dias 16 e 30 e entre os dias 31 e 45). Utilizou-se dados coletados de janeiro a julho de 2020 e análise multivariada por regressão linear simples, tipo backward. Resultados com valor p inferior a 0,05 considerados estatisticamente significativos. Para os países selecionados, o tempo para adoção da política de distanciamento social de nível 1 obteve associação com o número de mortes pela COVID-19 nos períodos analisados. Os outros níveis de políticas de distanciamento social e os atributos da APS não apresentaram associação com número de óbitos com significância estatística. Em conclusão, quanto maior o tempo para a aplicação da política de distanciamento social nível 1, maior a tendência de mortalidade por COVID-19 para países nos períodos analisados. Houve tendência semelhante para os demais níveis de políticas de distanciamento, contudo sem significância estatística. A força dos atributos da APS, isoladamente, não mostrou associação com coeficiente angular das retas de mortalidade nos três períodos.

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Biografia do Autor

Mariana Imáfilos Santos, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Graduanda em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

Giovanna Thaís Aparecida Neves, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Graduanda em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

Marcelo Thomas Aquino, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Marcelo Pellizzaro Dias Afonso, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília (UnB) em 2016 e Professor Assistente do curso de Medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

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Publicado

2021-06-01

Edição

Seção

Resumos