A Educação popular em saúde na Atenção Primária: uma revisão de literatura

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Palavras-chave:

Atenção Primária à Saúde

Resumo

A educação em saúde compreende práticas sócio-pedagógicas entre profissionais e comunidade, a fim de provocar mudança de realidade e compartilhar conhecimentos, no entanto, algumas vezes, acontece de forma verticalizada e “bancária”.  A Educação Popular em Saúde (EPS), inspirada na epistemologia freireana, traz uma nova dinâmica para esse processo, como fenômeno social, importando-se com saberes populares, ancestralidade e participação ativa do paciente, famílias e comunidade nas discussões sobre diversos assuntos, relacionados ou não à saúde (BRASIL, 2013).  Esse trabalho objetiva descrever os princípios da EPS e sua aplicabilidade na Atenção Básica. Realizou-se uma revisão de literatura integrativa sobre o assunto em base de dados ScieLo e sites ministeriais. No Brasil, essa prática começa a se estruturar ao longo da reforma sanitária, com a aproximação dos profissionais da comunidade, sendo normatizada pela Política Nacional de Educação Popular em Saúde no SUS (PNEPS-SUS) em 2013, propondo práticas pedagógicas no campo de saúde que perpassam ações puramente preventivas, de cura e reabilitação.  Os princípios orientadores dessa política baseiam-se em concepções freireanas, a saber: diálogo, amorosidade, problematização, construção compartilhada do conhecimento, emancipação e compromisso com a construção do projeto democrático e popular. A amorosidade é a capacidade humana que permite diálogo na educação e no cuidar, no mundo das relações humanas.  A dialogicidade é o compartilhamento e o encontro das subjetividades dos indivíduos. A problematização corresponde ao momento de análise crítica da realidade, permitindo a emancipação de sujeitos e a construção de propostas para mudanças de contextos a partir do processo de ação-reflexão-ação (FREIRE,1987). Em conclusão, a Educação Popular em Saúde (EPS) permite uma aproximação entre os profissionais de saúde da família e a comunidade, a fim de se estabelecer projetos pactuados de mudanças de realidade, promoção de saúde e prevenção de agravos. Bem como possibilita a emancipação de sujeitos e o real exercício da cidadania.

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Biografia do Autor

Marcus Vinicius Sacramento França, Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública da Bahia (EBMSP)

Possui graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (2015). Especialização em Atenção básica à saúde pela Universidade Federal do Maranhão (2017). Atualmente é médico residente em Medicina de Família e Comunidade pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. Experiência em medicina de família e comunidade e clínica geral. Pesquisa na área de educação em saúde e racismo institucional em saúde( TCC em andamento).

Marcos Vinicius Castro Souza, Universidade Federal da Bahia (UFBA)

Formado em Pedagogia pela Faculdade Adventista de Educação do Nordeste, com especialização em psicopedagogia institucional, clínica e hospitalar pela Fundação Visconde de Cairu. Mestre em Gestão e Tecnologias Aplicadas à Educação pela Universidade do Estado da Bahia (GESTEC/UNEB) e doutorando em Difusão do Conhecimento pelo Programa de Pós-Graduação Multi-Institucional e Multidisciplinar em Difusão do Conhecimento pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).  Atua como Coordenador Pedagógico na rede municipal de educação de Salvador/BA.

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Publicado

2021-06-01

Edição

Seção

Resumos