Comércio de animais selvagens em Minas Gerais

  • Carlos Humberto Biagolini-Junior Universidade Federal de Lavras
  • Carlos Eduardo do Prado Saad Universidade Federal de Lavras

Resumo

Estudos que avaliem o comércio de animais selvagens no Brasil ainda são incipientes. Este trabalho teve como objetivo esclarecer a conjuntura do comércio legalizado de animais selvagens em Minas Gerais. Foi observado o comércio de 529 espécies, dentre essas 227 (42,91%) pertencem à fauna brasileira e 302 (57,09%) são espécies exóticas. Dentre estes, seis mamíferos, 12 répteis, e 511 aves. Considerando a abundância de espécies em cada Ordem de aves, o grupo Psittaciformes é o mais comercializado com 230 espécies, representado 45,01% das aves comercializadas. Em relação à exclusividade de venda, constatou-se que 338 espécies (63,89%) eram comercializadas em apenas um criadouro. A distribuição geográfica dos criadouros evidenciou a maioria concentrada na região central do estado de Minas Gerais. Analisando o grau de ameaça das espécies comercializadas, foi observado que não há preferência na escolha de espécies quanto ao seu grau de ameaça.

Biografia do Autor

Carlos Humberto Biagolini-Junior, Universidade Federal de Lavras
Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Lavras
Carlos Eduardo do Prado Saad, Universidade Federal de Lavras
Doutorado em Ciência Animal. Professor Adjunto do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras, desenvolve projetos na área de Criação de Animais Silvestres e Comportamento e Bem Estar Animal.
Publicado
2014-01-20