Desenvolvimento Embrionário em Ratas (Rattus norvegicus Berkenhout, 1769) Tratadas com Óleo Essencial de Rosmarinus Officinalis Linn.

  • Martha de Oliveira Guerra Centro de Biologia da Reprodução, Universidade Federal de Juiz de Fora, Campus da UFJF – C.P. 328, CEP 36.001-970, Juiz de Fora MG, Brasil
  • Nathália Barbosa do Espírito-Santo Borges Centro de Biologia da Reprodução, Universidade Federal de Juiz de Fora, Campus da UFJF – C.P. 328, CEP 36.001-970, Juiz de Fora MG, Brasil.
  • Pedro Martins Bellei Centro de Biologia da Reprodução, Universidade Federal de Juiz de Fora, Campus da UFJF – C.P. 328, CEP 36.001-970, Juiz de Fora MG, Brasil.
  • Marco Aurélio Faria Elias Centro de Biologia da Reprodução, Universidade Federal de Juiz de Fora, Campus da UFJF – C.P. 328, CEP 36.001-970, Juiz de Fora MG, Brasil.
  • Sâmia da Costa Martins Silveira Centro de Biologia da Reprodução, Universidade Federal de Juiz de Fora, Campus da UFJF – C.P. 328, CEP 36.001-970, Juiz de Fora MG, Brasil.

Resumo

O óleo essencial de Rosmarinus officinalis é utilizado em perfumes e cosméticos, na indústria alimentícia e em medicamentos, apresentando também atividade antimicrobiana. Há informações de que o óleo essencial poderia estar envolvido com alterações de membrana celular e que outros extratos de R. officinalis poderiam interferir com síntese/secreção de hormônios esteroidianos, concentração de glicose e proliferação de células endoteliais, processos que poderiam alterar o desenvolvimento embrio-fetal, o que levou a se planejar o presente trabalho com o objetivo de verificar o desenvolvimento fetal em ratas tratadas com R. officinalis. Ratas Wistar do Biotério do Centro de Biologia da Reprodução foram inseminadas por machos férteis comprovada e distribuídas aleatoriamente em grupos controle e tratados 1, 2 e 3 (T1, T2 e T3) que receberam, respectivamente: 242 mg/ kg; 484 mg/ kg e 968 mg/ kg de óleo essencial de R. officinalis. Os animais foram tratados do 80 ao 150 dia pós-coito e submetidos a eutanásia por excesso de anestesia no 210 dia. Variáveis observadas: indícios clínicos, hematológicos e bioquímicos de toxicidade materna e parâmetros reprodutivos, peso corporal e de órgãos maternos e fetais. Não foram observadas diferenças significativas nas variáveis maternas analisadas, havendo apenas aumento da concentração de uréia que não foi esclarecido. O peso corporal e o de cérebro dos fetos foram menores em T3 com relação ao grupo controle. Conclui-se que o óleo essencial de Rosmarinus officinalis, no desenho experimental usado, causou diminuição do peso corporal e do cérebro fetais, possivelmente devido a alterações metabólicas maternas.

Publicado
2011-02-21