Dispositivos de poder e processos de estigmatização: culpabilização, sofrimento e prestação de contas em narrativas sobre ser mãe de uma criança com dislexia

Autores

  • Talita Mendes PUC-Rio
  • Barbara Venosa PUC-Rio

DOI:

https://doi.org/10.34019/1982-2243.2021.v25.33688

Resumo

 Este artigo tem como objetivo analisar como os dispositivos de poder estão atrelados a estigmas em narrativas de maternagem/ maternidade e à performance de uma mulher-mãe diante da descoberta da dislexia de seu filho e do processo de estigmatização a que é submetida. A arquitetura teórica, em perspectiva interdisciplinar, fundamenta-se em contribuições teóricas dos Dispositivos de Poder (FOUCAULT, 1988), Estigma e Performance (GOFFMAN, 1963, 2013) e relacionados à maternidade/maternagem (BADINTER; 1987, ARIÈS, 1981; MERUANE, 2014; entre outros), além de situar-se no campo das Análises da Narrativa (BASTOS E BIAR, 2015; LINDE, 1993). Tem também como aporte analítico o olhar sobre discursos reportados (TANNEN, 1989; DE FINNA, 2003) e sobre accounts (BUTTNY & MORRIS, 2001; SCOTT & LYMAN, 1968; OLIVEIRA, 2012; entre outros). A partir de uma metodologia de pesquisa qualitativa interpretativa, foram analisados cinco segmentos de uma gravação de áudio. Os resultados da análise apontam para movimentos que revelam culpabilização social e sofrimento materno acompanhados e imbricados de prestações de conta ao longo da entrevista.

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Biografia do Autor

Barbara Venosa, PUC-Rio

Volume 25(1) 2021 - O legado de Goffman aos estudos da interação social

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Publicado

2021-08-17