14) Verbos meteorológicos flexionados no plural e a hipótese da inacusatividade biargumental: explorando a sintaxe do Português Brasileiro

  • Igor de Oliveira Costa (UERJ/LAPAL)¹
  • Marina R. A. Augusto (UERJ/LAPAL)
  • Erica dos Santos Rodrigues (PUC - Rio/LAPAL)

Resumo

Inglês: Weather verbs in the plural and the unnacusativity hypothesis: aspects of Brazilian Portuguese syntax
This paper focuses on weather verbs presenting a plural marking in relative clauses in BP as part of a broader phenomenon–the topic-as-subject constructions. The analyses suggested for this phenomenon (Avelar & Galves, 2011; Munhoz & Naves, 2012; Pilati & Naves, 2012) are considered, integrated to a non-standard relative clauses analysis suggested for BP (Kato & Nunes, 2009). The data from a grammaticality judgement experiment in a cumulative self-reading task are reported. Weather verbs in non-standard relative clauses are contrasted to inergative verbs and unnacusative verbs (both monoargumental and biargumental, following Munhoz & Naves, 2012). Relative clauses present plural nominal antecedents and the verbs are presented either in the plural or in the singular. Results indicate that weather verbs pattern like unnacusatives and not as inergatives in the experiment. At last, the results are discussed in the light of Kato (2005) and the notion of innovative grammar and peripheral phenomena.
Key-words:
weather verbs; relative clauses; unnacusativity; verbal agreement.

Tradução:
No presente artigo aborda -se a presença de uma flexão de plural em verbos meteorológicos no interior de orações relativas no PB como parte de um fenômeno mais amplo–a concordância tópico-sujeito. Discute-se apossibilidade de esse tipo de ocorrência ser analisada nos termos do que vem sendo proposto para construçõ estópico- sujeito (Avelar & Galves, 2011; Munhoz & Naves, 2012; Pilati & Naves, 2012), assumindo-e, de forma conjugada, a análise sugerida para as relativas não padrão do PB (Kato & Nunes, 2009). Apresentam-se dados de um experimento de julgamento de gramaticalidade, em tarefa de leitura auto-monitorada cumulativa, em que se contrasta a aceitabilidade de verbos meteorológicos em relativas não padrão com a de verbos inergativos e inacusativos monoe biargumentais, com flexão ora plural, ora singular. Os resultados indicam que os meteorológicos se aproximam dos inacusativos e opõem-se aos inergativos no julgamento dos falantes. Uma possível articulação do fenômeno investigado à ideia de gramática do letrado (Kato, 2005) e de gramática inovadora é considerada nos comentários finais.
Palavras-chave:
verbos meteorológicos; orações relativas; inacusativos; concordância verbal.

Publicado
2016-06-16
Edição
Seção
Artigos