O pecado mutante em X-Men 97

o discurso religioso pelas lentes da cultura pop

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34019/2237-6151.2025.v22.50616

Palavras-chave:

Discurso religioso, Cultura Pop, X-Men

Resumo

O artigo a seguir tem por objetivo mostrar a franquia X-Men como contínua forma de representação do pensamento cultural acerca do discurso religioso do fundamentalismo. Para isso, o argumento começa mostrando as histórias em quadrinhos como representações figurativas da realidade que, por meio de sua transluscência, levam o espectador ao mundo fictício enquanto este ecoa narrativas do mundo real. Após isso, são demonstrados exemplos de temas religiosos na franquia X-Men como um todo (filmes, quadrinhos e séries animadas). Por fim, é apresentada a forma como X-Men: Deus ama, o homem mata representa o discurso religioso e como essa visão continua na animação X-Men 97. O estudo utiliza o termo “fundamentalismo” em seu sentido sociológico, tal como empregado na Ciência da Religião, sem referência direta a tradições ou igrejas específicas. Para isso, será adotado um método hermenêutico para a interpretação dessas mídias em comparação com eventos no mundo real, como as manifestações fundamentalistas do século XX e os discursos públicos dos membros da Westboro Baptist Church, além de falas de líderes religiosos interpretadas como negacionismo científico.

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Biografia do Autor

Felipe Soares Forti, Universidade Presbiteriana Mackenzie

Doutorando em Ciência da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e pesquisador bolsista do CNPq. Mestre em Educação, Arte e História da Cultura (2025) pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Bacharel em Teologia (2022) pela UPM, licenciado em Filosofia (2018) pela UPM e bacharel em Design Gráfico (2012) pela FMU – Faculdades Metropolitanas Unidas. Trabalha como Designer Gráfico na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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Publicado

2026-02-21

Como Citar

FORTI, F. S. O pecado mutante em X-Men 97: o discurso religioso pelas lentes da cultura pop. Sacrilegens , [S. l.], v. 22, n. 3, p. 32–57, 2026. DOI: 10.34019/2237-6151.2025.v22.50616. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/sacrilegens/article/view/50616. Acesso em: 24 fev. 2026.

Edição

Seção

Dossiê: Religião e estética: experiência, imagem e linguagem