A representação estética dos demônios em Hazbin Hotel
um estudo das referências religiosas e literárias
DOI:
https://doi.org/10.34019/2237-6151.2025.v23.50145Palavras-chave:
Hazbin Hotel, Estética, Demônios, ReligiãoResumo
Os demônios sempre fascinaram a humanidade, suscitando medo e atração simultaneamente. Na contemporaneidade, essa ambivalência encontra expressão significativa na série Hazbin Hotel (2024), que mobiliza referências do repertório religioso e literário para compor uma narrativa esteticamente singular. Isto posto, o objetivo deste trabalho é analisar a representação estética dos demônios na referida produção, investigando sua construção simbólica, bem como suas raízes históricas e filosóficas, além do papel de alguns personagens paradigmáticos. Para realização desta pesquisa, efetuou-se leituras pertinentes ao tema, principalmente a História da Feiura de Umberto Eco, a Svmma Dæmoniaca de Fortea, a Cidade de Deus, de Santo Agostinho e Lições sobre Filosofia da Religião, de Hegel, além de outros autores que se debruçaram sobre a questão. Assim sendo, chegou-se ao entendimento que a série não se limita a reproduzir o imaginário demoníaco cristão, mas o reinterpreta em diálogo com múltiplas tradições culturais e literárias, resultando na elaboração de um universo narrativo próprio. Nesse contexto, a série expõe conflitos humanos personificados por demônios, cuja representação e significado podem ser amplamente variados, adquirindo relevância no campo dos estudos da religião, da estética e da cultura contemporânea.
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