Estação Carandiru

um recorte da paisagem religiosa

Autores/as

  • Orlando Caldeira de Farias Junior PUC-SP

DOI:

https://doi.org/10.34019/2237-6151.2026.v23.53047

Palabras clave:

Casa de Detenção, Paisagem religiosa, Paisagem sonora religiosa, Estação Carandiru, Nossa Senhora Aparecida

Resumen

O artigo propõe-se a entrelaçar o olhar de Drauzio Varella em Estação Carandiru com as camadas da paisagem religiosa que permeiam sua narrativa, buscando um diálogo fecundo entre o visível e o invisível no cárcere. Nesse percurso, o texto convoca as reflexões de Gil Filho sobre o fenômeno religioso no espaço, ao passo que acompanha as leituras de Marcos Torres sobre a tessitura sonora do religioso, ambas reverberando nas entrelinhas da obra. A paisagem, aqui, é lida sob a lente de Milton Santos e Eric Dardel, que desvelam, com o olhar geográfico, às múltiplas faces da estética da religião na penitenciária. A pesquisa, fundamentada em recortes bibliográficos da obra e guiada pelo interacionismo simbólico de Carlos Gil, debruça-se sobre a simbologia religiosa no cárcere, entrelaçando-a ao espaço físico e simbólico da antiga Casa de Detenção de São Paulo, onde o concreto e o etéreo se encontravam em permanente negociação, na concretude de uma estética religiosa singular.

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Biografía del autor/a

Orlando Caldeira de Farias Junior, PUC-SP

Doutorando pelo Programa de Pós-graduação em Ciência da Religião pela PUC – SP. Mestre pelo mesmo programa e instituição. Associado junto à ABEC (Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais) e AGB (Associação dos Geógrafos Brasileiros). Membro dos grupos de estudo Veredas (Imaginário Religioso Brasileiro) da PUC – SP e NUMINA (Núcleo de Estudos Psicológicos da Religião) da USP.

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Publicado

2026-10-26

Cómo citar

CALDEIRA DE FARIAS JUNIOR, Orlando. Estação Carandiru: um recorte da paisagem religiosa. Sacrilegens , [S. l.], v. 23, n. 2, p. 286–304, 2026. DOI: 10.34019/2237-6151.2026.v23.53047. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/sacrilegens/article/view/53047. Acesso em: 4 nov. 2026.

Número

Sección

Temática Livre