Exposição introdutória
Desencantamento do mundo: a perda do sentido da dor e da morte
Palavras-chave:
ExposiçãoResumo
Entende-se por secularização, conforme Max Weber, o processo pelo qual as várias dimensões da vida humana, no mundo ocidental – economia, política, moral, conhecimento, arte – vão se tornando gradativamente autônomas e submetidas a regras próprias, libertando-se da tutela religiosa sob a qual existiam, no mundo antigo e no medievo. Em consequência, a realidade passa a ser vista por outra perspectiva, marcada principalmente pelo desenvolvimento da Ciência, pela perspectiva da leitura matemática da realidade, e pelo desenvolvimento da técnica, o que acarreta o desencantamento do mundo, ou seja, o cosmos, os seres vivos, os homens, as relações sociais não são mais tidas como governadas por forças espirituais, influenciáveis por processos mágicos, nem representariam expressões da vontade divina, mas são apenas mecanismos ou processos que se desenvolveram segundo leis mecânicas e naturais, que podemos descobrir e mesmo controlar. Ainda que tais leis possam ter sido criadas por Deus,
Downloads
Referências
ALVES, Rubem. Sobre a morte e o morrer. Folha de S. Paulo, São Paulo, 12 out. 2003.
ALVES, Rubem. Doutor, será que saio dessa? São Paulo, Folha de São Paulo, 27 de junho de 2006.
ALVES, Rubem. Eutanásia. São Paulo, Folha de São Paulo, 08 de janeiro de 2008.
BAYARD, Jean-Pierre. Sentido Oculto dos Ritos Mortuários. Tradução de Benôni Lemos. SP, Editora Paulus, 1996.
CESAR, Bel. Morrer não se improvisa. São Paulo, Editora Gaia, 2001.
DESCARTES, René. As Paixões da Alma. Tradução de J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo, Abril Cultural, 1979.
DESCARTES, René. Discurso do Método. Tradução de J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo, Abril Cultural, 1979
DESCARTES, René. Meditações. Tradução de J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo, Abril Cultural, 1979
DESCARTES, René. Objeções e Respostas. Tradução de J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo, Abril Cultural, 1979 ,Sacrilegens, Juiz de Fora, v. 23, n. 1, p. 12-25, jan./jun. 2026.
KOVACS, Maria Júlia. Educação para a Morte. São Paulo. Casa do Psicólogo/FAPESP, 2012
LE BRETON, David. Compreender a dor – um estudo sobre a relação do Homem com a dor física em diversos tempos e em diversas culturas. Tradução de Manuel Anta. Cruz Quebrada (Portugal,) Editora Estrela Polar, 2007.
LEPARGNEUR, Hubert. Antropologia do Sofrimento. São Paulo, Editora Santuário Aparecida, 1985.
MENEZES, Rachel Aisengart. Em Busca da Boa Morte. Antropologia dos Cuidados Paliativos. RJ, Fiocruz, 2004.
NALINI, José Renato. Pronto para partir? Reflexões jurídico-filosóficas sobre a morte.São Paulo, Revista dos Tribunais, 2014.
PESSINI, Leo e BERTACHINI, Luciana. O Que entender por Cuidados Paliativos? São Paulo, Editora Paulus, 2006.
RODRIGUES, José Carlos. Tabu da Morte. Rio de Janeiro, Achiamé, 1983.
SANTOS, Franklin Santana (organizador). A Arte de Morrer. São Paulo, Editora Comenius,
SARTRE, Jean-Paul. O Ser e o Nada. Tradução de Paulo Perdigão. Petrópolis, Editora Vozes, 1998
VARELLA, Drauzio. Por um Fio. São Paulo, Cia. Das Letras, 2007.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Luciano Caldas Camerino

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A Revista Sacrilegens é um periódico de acesso aberto, licenciada sob a licença Creative Commons Attribution 4.0 International





