Punição, controle e religião
uma análise junguiana do violento post-mortem de Ana Rodrigues pela Inquisição
DOI:
https://doi.org/10.34019/2237-6151.2026.v23.52419Palavras-chave:
Morte, Inquisição, Psicologia Analítica Junguiana, ReligiãoResumo
O presente artigo analisa a especificidade da punição post-mortem de Ana Rodrigues, condenada pela Inquisição, sob a ótica da Psicologia Analítica de Carl Jung. O problema de pesquisa reside na compreensão de como mecanismos de controle institucional e violência simbólica operam além da morte física, de forma que mais de uma morte foi atribuída à cristã-nova. O objetivo é investigar a atuação do Tribunal do Santo Ofício como ferramenta de regulação social e repressão de dissidências religiosas, utilizando o caso de Ana Rodrigues como eixo central. A metodologia consiste em uma pesquisa bibliográfica, empregando a teoria junguiana como chave hermenêutica para a análise da sombra e das projeções arquetípicas institucionais. Os resultados demonstram que a punição de Ana Rodrigues visou não apenas o castigo individual, mas a aniquilação da memória e a consolidação de um mecanismo de exclusão contra o feminino e o judaísmo, revelando assim a dimensão psicológica profunda das estruturas de poder colonial empregadas pela Inquisição.
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