A morte não é o fim
transcendência, ética e responsabilidade na construção do sentido da vida
DOI:
https://doi.org/10.34019/2237-6151.2026.v23.52466Palavras-chave:
Finitude;, Experiência religiosa;, Ética;, Moral;, Responsabilidade.Resumo
O presente artigo analisa a morte como problema antropológico, religioso, ontológico e ético, investigando de que modo a experiência da finitude atua como princípio ordenador da existência e orienta a conduta humana no mundo. A partir de uma pesquisa teórico-bibliográfica de abordagem qualitativa, o estudo opera por meio de uma triangulação conceitual entre a filosofia existencial, a antropologia cultural e as Ciências da Religião. No âmbito desta articulação interdisciplinar, analisa-se como os sistemas de crenças e os modelos de continuidade da alma deixam de ser meras construções escatológicas abstratas para se converterem em efetivos operadores práticos de estruturação da ação social. Afasta-se de visões confessionais para sustentar a tese de que a afirmação da transcendência, quando fundamentada nas éticas da alteridade e da responsabilidade prospectiva, não conduz à evasão da realidade ou ao fatalismo alienante. Conclui-se que a consciência da finitude atua como um catalisador da práxis histórica, retirando o sujeito do isolamento individualista e projetando sobre o tempo presente uma urgência moral que intensifica a agência, a solidariedade e o compromisso com a transformação social.
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