A morte não é o fim

transcendência, ética e responsabilidade na construção do sentido da vida

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34019/2237-6151.2026.v23.52466

Palavras-chave:

Finitude;, Experiência religiosa;, Ética;, Moral;, Responsabilidade.

Resumo

O presente artigo analisa a morte como problema antropológico, religioso, ontológico e ético, investigando de que modo a experiência da finitude atua como princípio ordenador da existência e orienta a conduta humana no mundo. A partir de uma pesquisa teórico-bibliográfica de abordagem qualitativa, o estudo opera por meio de uma triangulação conceitual entre a filosofia existencial, a antropologia cultural e as Ciências da Religião. No âmbito desta articulação interdisciplinar, analisa-se como os sistemas de crenças e os modelos de continuidade da alma deixam de ser meras construções escatológicas abstratas para se converterem em efetivos operadores práticos de estruturação da ação social. Afasta-se de visões confessionais para sustentar a tese de que a afirmação da transcendência, quando fundamentada nas éticas da alteridade e da responsabilidade prospectiva, não conduz à evasão da realidade ou ao fatalismo alienante. Conclui-se que a consciência da finitude atua como um catalisador da práxis histórica, retirando o sujeito do isolamento individualista e projetando sobre o tempo presente uma urgência moral que intensifica a agência, a solidariedade e o compromisso com a transformação social.

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Biografia do Autor

Antônio Carlos Coelho, PUC/MG

Mestre em Ciências da Religião PPG em Ciências da Religião-PUC-Minas; Pós-Graduado em História Cultural e da Arte-UFMG; Graduado em História - Centro Universitário Newton de Paiva e Membro do Grupo de Pesquisa REPLUDI (Religião, Pluralismo e Diálogo) PPG em Ciências da Religião-PUC-Minas. e-mail: antoniocoelho.mil@gmail.com.

https://orcid.org/0000-0002-8075-5029

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Publicado

2026-08-26

Como Citar

COELHO, A. C. A morte não é o fim: transcendência, ética e responsabilidade na construção do sentido da vida. Sacrilegens , [S. l.], v. 23, n. 1, p. 26–45, 2026. DOI: 10.34019/2237-6151.2026.v23.52466. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/sacrilegens/article/view/52466. Acesso em: 31 ago. 2026.