O papel da linguagem na experiência religiosa a partir da obra De Magistro de Agostinho

Autores

  • Graziele de Oliveira Mary Torres Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Jungley de Oliveira Torres Neto

DOI:

https://doi.org/10.34019/2237-6151.2023.v20.40339

Palavras-chave:

Agostinho, Conhecimento, Linguagem, Experiência Religiosa

Resumo

O presente trabalho tem por objetivo analisar a obra De Magistro de Agostinho e, através dela, lançar lumes à reflexão da experiência religiosa pelo fio condutor da linguagem e trazer contribuições à área da Filosofia da Religião. Para este propósito, embasar-se-á a investigação em obras e revisões de literaturas especializadas, a fim de abordar o conteúdo e a fundamentação do tema proposto. Diante do colóquio entre o filósofo Agostinho e o seu filho Adeodato na obra supracitada, analisar-se-á o fato de que não se pode falar sobre uma determinada coisa sem sinal, se, no momento em que a fazemos, somos interrogados; mais precisamente, as palavras, enquanto signos, significam alguma coisa, palavras são sempre sinais (signos) e, igualmente, um sinal não pode ser sinal sem significar algo. Nesse itinerário, a linguagem passa a se configurar tão fundamental em nossa relação com o mundo, tanto do ponto de vista cognitivo, quanto prático, que será encaminhada à articulação e o embasamento teórico de que na potencialidade da linguagem está contida a condição de possibilidade de experiência entre ser humano e sagrado.

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Referências

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Publicado

2023-08-18

Como Citar

MARY TORRES, G. de O.; DE OLIVEIRA TORRES NETO, J. O papel da linguagem na experiência religiosa a partir da obra De Magistro de Agostinho . Sacrilegens , [S. l.], v. 20, n. 1, 2023. DOI: 10.34019/2237-6151.2023.v20.40339. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/sacrilegens/article/view/40339. Acesso em: 18 jun. 2024.