O iconoclasmo protestante

Os reformadores e as imagens religiosas

Autores

  • Guilherme de Freitas Silva Faculdade Unida de Vitória
  • Francisco Benedito Leite

DOI:

https://doi.org/10.34019/2237-6151.2022.v19.37953

Palavras-chave:

Reforma Protestante, Iconoclasmo, Símbolos, Tradição Reformada, Luteranismo

Resumo

Neste artigo procuramos compreender o iconoclasmo protestante na primeira metade do século XVI e a teologia que deu sustentação à destruição de imagens religiosas. Para isto foi utilizado o método de revisão bibliográfica de fontes primárias e secundárias a fim de analisar o contexto religioso-teológico na Idade Média tardia e compreender as diferenças e semelhanças entre as teologias de Karlstadt, Lutero, Zuínglio e Calvino acerca das imagens. A hipótese inicial, de que alguns reformadores viam valor positivo nas imagens, confirmou-se. Por fim, concluiu-se que o iconoclasmo foi uma importante ferramenta política e religiosa que possibilitou a reforma em diversas cidades, porém contribuiu para o empobrecimento simbólico da religião e para a masculinização do sagrado.

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Biografia do Autor

Guilherme de Freitas Silva, Faculdade Unida de Vitória

Graduado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e em Teologia pela Faculdade Unida de Vitória.

Francisco Benedito Leite

Bacharel em Teologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie; Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo; Docente na Faculdade Messiânica.

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Publicado

2023-01-10

Como Citar

DE FREITAS SILVA, G.; BENEDITO LEITE, F. O iconoclasmo protestante: Os reformadores e as imagens religiosas. Sacrilegens , [S. l.], v. 19, n. 2, 2023. DOI: 10.34019/2237-6151.2022.v19.37953. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/sacrilegens/article/view/37953. Acesso em: 27 jan. 2023.