Terreiros sagrados: as religiões afro-brasileiras como espaço de resistência e reconhecimento identitário

  • Amurí Amaral Ribeiro
Palavras-chave: Terreiros, Religiões afro-brasileiras, Identidade religiosa, Reconhecimento, Habitus

Resumo

Esse trabalho se propõe a demonstrar a relação dos terreiros destinados a cultos afro-brasileiros, na formação da identidade de seus fiéis e enquanto espaço de reconhecimento. Como metodologia de pesquisa, foi realizada uma revisão bibliográfica das obras de Norbert Elias, Axel Honneth e de autores que abordam o campo religioso afro-brasileiro. Esse artigo chega à conclusão de que os terreiros se constituem como um local de contracultura, permitindo o acesso a um habitus social diferente do habitus dominante, possibilitando o reconhecimento positivo de identidades sociais marginalizadas.

Referências

BOTÃO, Renato Ubirajara dos Santos. Volta á África: (re)africanização e identidade religiosa no candomblé paulista de origem bantu. Aurora, ano II, número 3 – Dezembro de 2008, p. 1 – 11.
ELIAS, Norbert. A sociedade dos indivíduos. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Ed., 1994. 201p.
FRASER, Nancy. Da redistribuição ao reconhecimento? Dilemas da justiça numa era “pós-socialista”. Tradução: Julio Assis Simões. Cadernos de Campo, São Paulo, n. 14/15. 2006p. 231-239.
HONNETH, Axel. Luta por reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais. São Paulo. Editora 34, 2009. 296 p.
____. O eu no nós: reconhecimento como força motriz de grupos. In: Sociologias, Porto Alegre, ano 15, n. 33, mai./ago. 2013, p. 56-80.
JENSEN, Tina Gurdrun. Discursos sobre as religiões afro-brasileiras: da desafricanização para a reafricanização. Revista de Estudos da Religião. n 1. 2001. p. 1 – 21.
SILVA, Vagner Gonçalves da. O terreiro e a cidade nas etnografias afro-brasileiras. Revista de Antropologia, São Paulo, USP, 1993, v. 36. p. 34 – 79.
Publicado
2019-10-22
Como Citar
AMARAL RIBEIRO, A. Terreiros sagrados: as religiões afro-brasileiras como espaço de resistência e reconhecimento identitário. Sacrilegens , v. 16, n. 1, p. 233-248, 22 out. 2019.