Como a ditadura, a violência e os direitos humanos apareceram na agenda eleitoral de 2018?

Autores

  • Leonardo Santa Inês Universidade Federal de Minas Gerais
  • Bruna Silveira Universidade Federal de Minas Gerais
  • Fernanda Nalon Sanglard Universidade Federal de Minas Gerais
  • Luciano Mattar Universidade Federal de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.34019/1981-4070.2019.v13.28726

Palavras-chave:

direitos humanos, violência, campanha eleitoral, eleições presidenciais 2018, Facebook

Resumo

Este artigo tem a proposta de analisar a campanha eleitoral dos três primeiros colocados na disputa pela Presidência da República no pleito de 2018. A intenção é compreender como Jair Bolsonaro (PSL), Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT) abordaram temas relativos à violência e aos direitos humanos, com conteúdos produzidos em diferentes formatos. O estudo analisou os textos produzidos pelos candidatos – ou por suas campanhas – à luz da literatura sobre direitos humanos e violência, considerando suas diferentes abordagens, e de questões sobre a ditadura militar e a comissão da verdade. Propomos análise de conteúdo do material coletado nos programas de governo e nos posts dos então candidatos no primeiro e no segundo turnos das eleições em suas páginas oficiais no Facebook. A partir de buscas por palavras-chave de interesse da pesquisa, chegou-se a 171 citações a serem analisadas, sendo 105 extraídas dos planos de governo e 66 dos posts do Facebook. Pretende-se verificar (1) de que modo as pautas relativas a direitos humanos, legado da ditadura e violência foram mobilizadas nas campanhas; (2) quais as similaridades ou os distanciamentos entre os posicionamentos dos três candidatos sobre os temas; (3) se os diferentes formatos proporcionam modos distintos de abordagem.

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Biografia do Autor

Leonardo Santa Inês, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFMG

Bruna Silveira, Universidade Federal de Minas Gerais

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFMG. Bolsista CAPES.

Fernanda Nalon Sanglard, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutora em Comunicação e pesquisadora de pós-doutorado do Grupo de Pesquisa em Mídia e Esfera Pública da UFMG. Bolsista Capes/PNPD.

Luciano Mattar, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutor em sociologia e pesquisador de pós-doutorado do Grupo de Pesquisa em Mídia e Esfera Pública da UFMG. Bolsista de DTI do CNPq - Nível A. 

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Publicado

2019-12-30

Como Citar

SANTA INÊS, L.; SILVEIRA, B.; NALON SANGLARD, F.; MATTAR, L. Como a ditadura, a violência e os direitos humanos apareceram na agenda eleitoral de 2018?. Lumina - Revista do Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Juiz de Fora, [S. l.], v. 13, n. 3, p. 119–134, 2019. DOI: 10.34019/1981-4070.2019.v13.28726. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/lumina/article/view/28726. Acesso em: 12 jan. 2026.

Edição

Seção

Dossiê: Comunicação Política, Eleições 2018 e Campanha Permanente