Como a ditadura, a violência e os direitos humanos apareceram na agenda eleitoral de 2018?

  • Leonardo Santa Inês Universidade Federal de Minas Gerais
  • Bruna Silveira Universidade Federal de Minas Gerais
  • Fernanda Nalon Sanglard Universidade Federal de Minas Gerais
  • Luciano Mattar Universidade Federal de Minas Gerais
Palavras-chave: direitos humanos, violência, campanha eleitoral, eleições presidenciais 2018, Facebook

Resumo

Este artigo tem a proposta de analisar a campanha eleitoral dos três primeiros colocados na disputa pela Presidência da República no pleito de 2018. A intenção é compreender como Jair Bolsonaro (PSL), Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT) abordaram temas relativos à violência e aos direitos humanos, com conteúdos produzidos em diferentes formatos. O estudo analisou os textos produzidos pelos candidatos – ou por suas campanhas – à luz da literatura sobre direitos humanos e violência, considerando suas diferentes abordagens, e de questões sobre a ditadura militar e a comissão da verdade. Propomos análise de conteúdo do material coletado nos programas de governo e nos posts dos então candidatos no primeiro e no segundo turnos das eleições em suas páginas oficiais no Facebook. A partir de buscas por palavras-chave de interesse da pesquisa, chegou-se a 171 citações a serem analisadas, sendo 105 extraídas dos planos de governo e 66 dos posts do Facebook. Pretende-se verificar (1) de que modo as pautas relativas a direitos humanos, legado da ditadura e violência foram mobilizadas nas campanhas; (2) quais as similaridades ou os distanciamentos entre os posicionamentos dos três candidatos sobre os temas; (3) se os diferentes formatos proporcionam modos distintos de abordagem.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Leonardo Santa Inês, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFMG

Bruna Silveira, Universidade Federal de Minas Gerais

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFMG. Bolsista CAPES.

Fernanda Nalon Sanglard, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutora em Comunicação e pesquisadora de pós-doutorado do Grupo de Pesquisa em Mídia e Esfera Pública da UFMG. Bolsista Capes/PNPD.

Luciano Mattar, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutor em sociologia e pesquisador de pós-doutorado do Grupo de Pesquisa em Mídia e Esfera Pública da UFMG. Bolsista de DTI do CNPq - Nível A. 

Referências

AGGIO, Camilo. Os candidatos ainda evitam a interação? Twitter, Comunicação Horizontal e Eleições Brasileiras. E-Compós, v.18, p.1-22, 2015.
ALDÉ, Alessandra.; MARQUES, Francisco Paulo Jamil. Internet e poder local. Salvador: EDUFBA, 2015.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2008.
BENHABIB, Seyla. The legitimacy of human rights. Daedalus, v. 137, n.3, p. 94-104. 2008.
BENHABIB, Seyla. Dignity in the adversity: human rights in troubled times. Wiley: Polity Press, 2011.
CARBALLIDO, Manuel Gándara. Los derechos humanos en el siglo XXI: una mirada desde el pensamiento crítico. Buenos Aires: CLACSO, 2019.
DALLARI, Dalmo. Direitos Humanos e cidadania. São Paulo: Moderna, 2004.
D’ANDRÉA, Carlos Frederico de Brito Cartografando controvérsias com as plataformas digitais: apontamentos teórico-metodológicos, Galáxia, n.38, p.28-39, 2018. Disponível em . Acesso em  20 ago. 2019.
HANSEN, Anders; COTTLE, Simon; NEGRINE, Ralph; NEWBOLD, Chris. Mass communication research methods. New York: New York University Press, 1998.
ISHAY, Micheline. Direitos Humanos: uma antologia: principais escritos políticos, ensaios, discursos e documentos desde a Bíblia até o presente. São Paulo: EDUSP, 2006.
KRIPPENDORFF, Klaus. Metodologia de análisis de contenido. Barcelona: Paidós, 1990.
MOSER, Caroline O. N., MCILWAINE, Cathy. Latin American urban violence as a development concern: Towards a framework for violence reduction. World Development, v. 34, n. 1, p. 89-112. 2006. .
ROSSINI, Patrícia Gonçalves da Conceição; BAPTISTA, Érica Anita; OLIVEIRA, Vanessa Veiga; SAMPAIO, Rafael Cardoso. O uso do Facebook nas eleições presidenciais brasileiras de 2014: a influência das pesquisas eleitorais nas estratégias das campanhas digitais Facebook. Revista Fronteiras - estudos midiáticos, v. 18, n.2, p.145-157, 2016.
SANTOS, João Guilherme; FREITAS, Miguel; ALDÉ, Alessandra; SANTOS, Karina; CUNHA, Vanessa. WhatsApp, política mobile e desinformação: a hidra nas eleições presidenciais de 2018. Metodista, v. 41, n.2, 2019. Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2019.
SANGLARD, Fernanda. Verdades possíveis: O jornalismo brasileiro e as narrativas sobre a ditadura durante o funcionamento da Comissão Nacional da Verdade. 2017. 307f. Tese (Doutorado em Comunicação) – Programa de Pós-graduação em Comunicação, Faculdade de Comunicação Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2017.
SOLANO, E. A bolsonarização do Brasil. Democracia em risco?: 22 ensaios sobre o Brasil hoje. 1ed.São Paulo: Companhia das Letras, p. 307-322, 2019.
STROMER-GALLEY, Jennifer. Presidential campaigning in the Internet age. New York, Oxford University Press, 224 p., 2014. Disponível em: . Acesso em: 07 jul. 2019.
TRISTÃO, Marise Baesso. Medo e violência: discursos do poder. As narrativas sobre o Rio de Janeiro nas páginas de O Globo (2002-2010). 2017.288 f. Tese (Doutorado em Comunicação) – Universidade Federal Fluminense, Instituto de Arte e Comunicação Social, Niterói, 2017.
VERGEER, Maurice.; HERMANS, Liesbeth.; SAMS, Steven. Online social networks and micro-blogging in political campaigning: The exploration of a new campaign tool and a new campaign style. Party Politics, v. 19, n. 3, p.477-501, 2013. http://dx.doi.org/10.1177/1354068811407580. Acesso em: 15 abr. 2019.
WOLKMER, Antonio Carlos. Direitos humanos: novas dimensões e novas fundamentações. Direito em debate. Revista Direito em Debate, v. 11, n.16-17, p. 9-32, 2002.
Publicado
2019-12-30
Como Citar
SANTA INÊS, L.; SILVEIRA, B.; NALON SANGLARD, F.; MATTAR, L. Como a ditadura, a violência e os direitos humanos apareceram na agenda eleitoral de 2018?. Lumina, v. 13, n. 3, p. 119-134, 30 dez. 2019.
Seção
Dossiê: Comunicação Política, Eleições 2018 e Campanha Permanente