A guerra entra no faz de conta: Segunda Guerra Mundial, cultura de guerra e brincadeiras infantis no Brasil e nos Estados Unidos
Publicado 2026-01-10
Palabras clave
- Segunda Guerra Mundial,
- cultura de guerra,
- brincadeiras e briquedos
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Derechos de autor 2026 Marina Helena Meira Carvalho

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Resumen
Este artículo analiza la presencia de la Segunda Guerra Mundial en el universo infantil a partir de la circulación de imágenes y sentidos bélicos en diferentes soportes: reportajes fotográficos publicados en las revistas Life Magazine (Estados Unidos) y O Cruzeiro (Brasil), un anuncio publicitario y el relato de infancia del historiador Boris Fausto. A partir de estas fuentes, se investiga cómo elementos de la cultura de guerra se infiltraron en las prácticas cotidianas y lúdicas de la infancia. El estudio considera las diferentes formas de mediación de las imágenes en contextos nacionales distintos y discute cómo los productores culturales y las políticas públicas movilizaron a los niños como parte del esfuerzo bélico. Utilizando categorías como guerra total, cultura de guerra e historia transnacional, se argumenta que el juego asumió dimensiones patrióticas y pedagógicas, convirtiéndose en un espacio para la construcción de roles sociales e identidades nacionales. Al explorar las formas en que la infancia fue movilizada en el imaginario bélico, el artículo revela los modos en que la guerra estuvo presente en el juego de fantasía y en la vida cotidiana de niños brasileños y estadounidenses.
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