v. 32 n. 1 (2026): Para além do 25 de Abril: transições políticas e dinâmicas culturais
Dossiê

Guerra colonial e livros: O papel da edição política no debate sobre o projeto colonial português e a Revolução dos Cravos

Flamarion Maués Pelúcio Silva
Instituto Federal de São Paulo - campus São José dos Campos

Publicado 2026-09-16

Palavras-chave

  • Palavras-chave: Livros e Guerra Colonial em Portugal. Guerra colonial. Revolução dos Cravos. Edição Política. Livros políticos.

Como Citar

Maués Pelúcio Silva, Flamarion. 2026. “Guerra Colonial E Livros: O Papel Da edição política No Debate Sobre O Projeto Colonial Português E a Revolução Dos Cravos”. Locus: Revista De História 32 (1):38-63. https://doi.org/10.34019/2594-8296.2026.v32.51665.

Resumo

Alguns livros políticos editados na etapa final do Estado Novo em Portugal tiveram importante papel na oposição ao regime e na denúncia dos crimes, arbitrariedades e violências cometidos pela ditadura de Salazar e Marcello Caetano. A edição desses livros ainda durante a ditadura representou um importante fator de contestação e resistência, e cresceu enormemente após a Revolução dos Cravos de 25 de abril de 1974. Entre estes livros havia obras sobre a guerra colonial e a política colonial portuguesa nos anos 1960-70. Apesar de todas as dificuldades impostas pela censura, houve várias edições que contestavam tal política e denunciavam as causas e as violências da guerra colonial. Este artigo aborda o trabalho de algumas editoras portuguesas que publicaram tais livros, dando destaque para algumas obras de denúncia da guerra colonial, procurando entender seu papel no movimento de oposição que ganhava força naquele momento. Visa também mostrar como estas obras atuaram no debate político sobre este tema central na história portuguesa.

Palavras-chave: Livros e Guerra Colonial em Portugal. Guerra colonial. Revolução dos Cravos. Edição Política. Livros políticos.

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