v. 26 n. 2 (2020): Dossiê - Patrimônio e Relações Internacionais
Dossiê

Patrimônio Cultural e globalização: Trajetória, projetos e estratégias da Fundação Santa María la Real (Aguilar de Campoo, Castela e Leão. Espanha)

Jaime Nuño González
Fundación Santa María la Real
Publicado September 10, 2020
Palavras-chave
  • Patrimônio,
  • Território,
  • Economia,
  • Internacionalização,
  • Estratégias
Como Citar
Nuño González, Jaime. 2020. “Patrimônio Cultural E globalização: Trajetória, Projetos E estratégias Da Fundação Santa María La Real (Aguilar De Campoo, Castela E Leão. Espanha)”. Locus: Revista De História 26 (2), 52-77. https://periodicos.ufjf.br/index.php/locus/article/view/31250.

Resumo

Em 1977, foi formada uma associação em torno das ruínas de um mosteiro medieval localizado na pequena cidade de Aguilar de Campoo (Palência, Castela e Leão. Espanha), com o objetivo de recuperar o monumento e transformá-lo no centro da revitalização cultural de uma região em crescente processo de despovoamento, sem grandes recursos económicos, mas com um património cultural muito rico. Desde então, e até hoje, a atividade desenvolvida a partir de tal iniciativa tem sido enorme e muito variada, e a Fundação Santa María la Real, herdeira dessa associação, diversificou bastante os setores em que atua, ampliando as suas intervenções, em toda a Espanha e noutros países. A ligação com a arte românica, uma das marcas da região de Aguilar, manteve-se sempre muito viva. Contudo, muito mais foi feito, especialmente através da publicação de uma obra ambiciosa, a Enciclopedia del Románico en la Península Ibérica, hoje uma obra de referência. A projeção internacional desta Fundação, num mundo cada vez mais globalizado e com maior demanda por cultura e por património, está aumentando, com ações em diferentes campos e em projetos muito diversos. No entanto, nunca se perderam as raízes e fundamentos ideológicos que animaram aqueles que há mais de quarenta anos, sem dinheiro, mas com grande entusiasmo, decidiram que o papel da sociedade civil é essencial para a preservação e disseminação de património e para que essa riqueza cultural, longe de ser um custo, seja vista como um enorme recurso. Nisto acreditaram e puseram mãos à obra.

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