v. 18 n. 2 (2012): Dossiê África - Mobilidades, trajetórias e travessia na história do continente africano
Dossiê

Atividades transfronteiriças das mulheres sobre a ponte de Nguéli (Chade - Camarões)

Palavras-chave

  • Nguéli,
  • Mulheres,
  • Camarões,
  • Chade,
  • Fronteiras,
  • Iniciativas femininas
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Como Citar

Mahamat, Adam. 2012. “Atividades transfronteiriças Das Mulheres Sobre a Ponte De Nguéli (Chade - Camarões)”. Locus: Revista De História 18 (2). https://periodicos.ufjf.br/index.php/locus/article/view/20608.

Resumo

A construção da ponte Nguéli em 1985 foi uma oportunidade para muitas mulheres. A ponte liga a cidade de Kousseri (Camarões) à cidade de N’Djamena (Chade). Antes confinada às atividades domésticas e de reprodução por causa de restrições culturais e condições econômicas adversas, as mulheres podem agora ganhar suas vidas atravessando a fronteira. A agitação política no Chade marcado por guerras civis e rebeliões armadas também fomentou o surgimento de iniciativas destas mulheres. A mobilidade transfronteiriça passou a ser uma fonte vital de rendimentos para divorciadas, viúvas, desempregadas, deficientes físicas, surdas e mudas, etc. Aqui, o uso da língua árabe é uma necessidade. Esta atividade na ponta não é sem risco, porque, apesar de suas enfermidades e deficiências, elas podem enfrentar a adversidade de oficiais de polícia, da alfândega e dos serviços especializados. Os serviços do Chade são particularmente exigentes, mais especificamente a alfândega chadiana móvel tem uma reputação de ser implacável. Além do conhecimento da língua árabe, é preciso apelar para os laços de parentesco para escapar de um sistema no qual os dois Estados (Camarões e Chade) empregam, em sua maioria, homens para filtrar as entradas e saídas de homens e mercadorias. No entanto, algumas mulheres conseguiram ganhar sua vida e sustentar suas famílias.

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