Análise comparativa de custos e desfechos entre apendicectomias laparotômicas e laparoscópicas no SUS entre 2014-2023

Autores/as

  • Jacqueline Batista do Nascimento Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0009-0007-0036-0697
  • Izadora Pala Toledo Faculdade de Medicina, Universidad de Buenos Aires, Buenos Aires, Argentina. https://orcid.org/0009-0005-7581-6041
  • Anaína Queiroz Palhares Correia Faculdade de Medicina, Universidade José do Rosário Vellano, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0009-0005-1617-865X
  • Fernanda Gabriele Pedroso Ecamila Faculdade de Medicina, Universidade Estadual de Maringá, Maringá, Paraná, Brasil. https://orcid.org/0009-0008-6975-5635
  • Ricardo Naka Figueiredo Faculdade de Medicina, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Paraná, Brasil. https://orcid.org/0009-0001-7244-7376
  • Newton Murillo Duarte de Avellar Netto Faculdade de Medicina, Centro Universitário de Valença, Valença, Rio de Janeiro, Brasil. https://orcid.org/0009-0007-8072-2001

Palabras clave:

Apendicectomia, Laparoscopia, Gastos Públicos com Saúde, Estudos Epidemiológicos

Resumen

Introdução: A apendicite é a principal emergência abdominal no Brasil e no mundo, tratada por apendicectomia, que pode ser realizada por laparotomia  ou laparoscopia (minimamente invasiva). A laparotomia é um método tradicional eficaz, porém notou-se maior tempo de internação e risco de infecção. A laparoscopia, por outro lado, constatou recuperação mais rápida e menor taxa de infecção, embora implique maior custo e tempo cirúrgico. Objetivo: Analisar a evolução e realizar uma análise comparativa de custos e desfechos das duas abordagens no SUS entre 2014 e 2023. Material e Métodos: Pesquisa epidemiológica observacional do tipo ecológico, com abordagem de série temporal, baseada em dados do DATASUS. Resultados: Ao longo do período investigado, houve um aumento expressivo de 288,55% no número de apendicectomias laparoscópicas, enquanto a laparotomia apresentou redução de 1,47%. Os procedimentos laparoscópicos corresponderam a 7,2% do total gasto com apendicectomias no SUS, sendo o custo médio 9,05% superior ao da laparotomia. Observou-se menor mortalidade entre pacientes submetidos à laparoscopia, sendo 69,23% inferior à da abordagem aberta, sugerindo maior segurança do procedimento. O número absoluto de óbitos foi 57 vezes maior na laparotomia; contudo, a ausência de informações sobre a gravidade dos casos impede inferências causais, não sendo possível determinar se as diferenças refletem a técnica ou a seleção de pacientes mais graves. Conclusão: Este estudo revelou a crescente adoção da apendicectomia laparoscópica no SUS entre 2014 e 2023, evidenciando suas vantagens clínicas e econômicas. No entanto, desafios como custos iniciais e desigualdade regional ainda limitam sua implementação. Apesar do investimento elevado, os dados apontam para redução de complicações, tempo de internação e otimização de recursos hospitalares com a laparoscopia. Assim, os resultados indicam a importância da ampliação do acesso à laparoscopia no SUS de forma a aprimorar o atendimento e promover maior equidade no acesso a técnicas minimamente invasivas.

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Citas

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Publicado

2026-03-13

Cómo citar

1.
Nascimento JB do, Toledo IP, Correia AQP, Ecamila FGP, Figueiredo RN, Netto NMD de A. Análise comparativa de custos e desfechos entre apendicectomias laparotômicas e laparoscópicas no SUS entre 2014-2023. HU Rev [Internet]. 13 de marzo de 2026 [citado 14 de marzo de 2026];51. Disponible en: https://periodicos.ufjf.br/index.php/hurevista/article/view/50753

Número

Sección

Artigos Originais