Infecções de corrente sanguínea em unidade de terapia intensiva: perfil microbiológico e avaliação da resistência em um hospital de referência em trauma de Minas Gerais

Autores/as

  • Laura Porto Borba Hospital Infantil João Paulo II, Complexo Hospitalar de Urgência, Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-0832-7158
  • Aline Almeida Bentes Hospital Infantil João Paulo II, Complexo Hospitalar de Urgência, Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-7111-940X
  • Amanda Cristina Silva Tardelli Pizarro Hospital João XXIII, Complexo Hospitalar de Urgência, Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais. Departamento de Microbiologia, Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-6596-7288

DOI:

https://doi.org/10.34019/1982-8047.2026.v52.50615

Palabras clave:

Resistência Microbiana a Medicamentos, Infecção Hospitalar, Bacteremia, Unidade de Terapia Intensiva

Resumen

Introdução: As infecções nosocomiais aumentam a morbimortalidade e o tempo de internação, principalmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Fatores como o uso de dispositivos invasivos e o uso de antimicrobianos podem favorecer a resistência microbiana, e conhecer o perfil microbiológico e de susceptibilidade da instituição é essencial para direcionar tratamentos adequados e prevenir o aumento da resistência. Objetivo: Identificar o perfil microbiológico e de susceptibilidade aos antimicrobianos dos microrganismos isolados nas hemoculturas dos pacientes internados em uma UTI de um Hospital de Trauma de Minas Gerais. Material e Métodos: O estudo observacional transversal ocorreu com pacientes internados em UTI entre janeiro de 2018 e dezembro de 2021. Os resultados foram transcritos em planilha elaborada no Microsoft Office Excel®, onde foi realizada análise estatística descritiva, com cálculo de frequências absolutas e relativas. Resultados: Os microrganismos mais frequentes foram Staphylococcus coagulase negativa, Staphylococcus aureus, Klebsiella spp., Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter baumannii. Observou-se elevada frequência de resistência microbiana entre os microrganismos analisados, como Staphylococcus coagulase negativa, onde 80,2% (n=495) foram resistentes a oxacilina, Klebsiella spp., com 57,5% (n=65) de resistência aos carbapenêmicos (imipenem e meropenem) e 31,6% (n=31) a polimixina B, e Acinetobacter baumannii com 81,2% (n=52) resistente aos carbapenêmicos (imipenem e meropenem). Nas Enterobacterales, identificou-se em 24,5% das amostras a produção de beta-lactamase AmpC, em 16,3% de beta-lactamase de espectro estendido (ESBL), em 30,9% de carbapenemases do tipo serino e em 1,8% de metalo-beta-lactamase (MBL). Conclusão: O perfil microbiológico identificado apresentou elevada resistência a antimicrobianos sendo necessárias medidas que visem a prevenção de infecções e redução da disseminação destes microrganismos. O estudo seguiu princípios éticos e foi aprovado por comitê de ética.

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Publicado

2026-08-28

Cómo citar

1.
Borba LP, Bentes AA, Pizarro ACST. Infecções de corrente sanguínea em unidade de terapia intensiva: perfil microbiológico e avaliação da resistência em um hospital de referência em trauma de Minas Gerais. HU Rev [Internet]. 28 de agosto de 2026 [citado 30 de agosto de 2026];52:1-10. Disponible en: https://periodicos.ufjf.br/index.php/hurevista/article/view/50615

Número

Sección

Artigos Originais