Corpo estranho nasal incomum: chips de celular: relato de caso

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34019/1982-8047.2022.v48.37635

Palavras-chave:

Doenças Nasais, Obstrução Nasal, Reação a Corpo Estranho

Resumo

Introdução: Corpos estranhos nasais são motivos de assistência médica, seja em clínicas ou em serviços de emergência. A maioria dos corpos estranhos nasais ocorre em crianças e pacientes psiquiátricos. O diagnóstico é usualmente clínico. Se não forem removidos podem ser envolvidos por fosfato de magnésio, fosfato de cálcio ou carbonato de cálcio e, finalmente, tornarem-se estruturas endurecidas estáveis aderidas firmemente às paredes nasais denominadas rinólitos. Objetivo: Descrever um caso de paciente com rinólito nasal inusitado com diagnóstico prévio de neoplasia. Descrição do Caso: Este relato descreve um caso de um paciente de 39 anos que apresentava estrutura endurecida estável em assoalho de fossa nasal direita, de longa data de evolução. Paciente obteve consultas com especialistas cujo diagnóstico inicial foi de tumor com necessidade de remoção com urgência sendo assim encaminhado para o serviço público. Durante avaliação no setor de otorrinolaringologia o paciente foi submetido ao exame clínico, a tomografia computadorizada de seios paranasais e a vídeonasofibroscopia quando foi sugerida a possibilidade de corpo estranho nasal. Dessa forma o paciente foi conduzido para remoção em ambulatório sob anestesia tópica. Sendo revelado rinólito inesperado (saco plástico com chips de celular dentro). Conclusão: Apesar dos vários diagnósticos diferenciais possíveis, incluindo os de tumores, mesmo apesar do longo tempo de evolução, rinólitos não devem ser ignorados como hipóteses diagnósticas. Embora as características do paciente como idade adulta e condição mental preservada ou mesmo condições da localização não direcionem para tal suspeita, como no caso apresentado.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Silva R, Costa VBS, Albuquerque AM. Primeiros socorros na retirada de corpos estranhos nos olhos, ouvido, nariz e garganta: revisão integrativa. Educ Ci Saúde.2017; 4(1):84-99.http://dx.doi.org/10.20438/ecs.v4i1.79

Maggiolo J, RubilarL, Giardi G. Cuerpo extraño en la via aérea en pediatria. Neumol Pediatr.2015;10(3):106-10.

Oyama LC. Foreign bodies of the ear, nose and throat. Emergency Medicine Clinics of North America. 2019; 37(1):121-30. https://doi.org/10.1016/j.emc.2018.09.009

Figueiredo RR, Azevedo AA, Kós AOA, Tomita S. Nasal foreignbodies: description of types and complications in 420 cases. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology. 2006; 72(1):18-23.https://doi.org/10.1590/S0034-72992006000100004

Kalan A, TarrigM. Foreign bodies in the nasal cavities: a comprehensive review of the aetiology, diagnostic pointers, and therapeutic measures. Postgrad Med J. 2000; 76:484-7.http://dx.doi.org/10.1136/pmj.76.898.484

Okoye BCC,Onotai LO. Foreing bodies in the nose. Niger J Med. 2006; 15 (3):301-4.http://dx.doi.org/10.4314/njm.v15i3.37235

Glynn F,Amin M, Kinsella J. Nasal foreing bodies in children: should they have a plain radiograph in the accident and emergency? Pediatric Emergency Care. 2008; 24(4):217-18.

Yeh B, Roberson JR. Nasal magnetic foreing body: a sticky topic. J Emerg Med. 2012; 43(2):319-21.http://dx.doi.org/10.1016/j.jemermed.2010.02.013

Douglas AR. Use of nebulized adrenaline to aid expulsion of intra-nasal foreing bodies in children. J Laryngol Otol. 1996; 110(6):559-60.https://doi.org/10.1017/S0022215100134267

Kadish H. Ear and nose foreingn bodies: "it`s all about the tools". ClinPediatr. 2005; 44(8):665-70.https://doi.org/10.1177/000992280504400803

Chatziavramidis A, Kondylidou-Sidira A, Stefanidis A, Soldatou S. Longstanding rhinolith leading to anatomical alterations of the ipsilateral inferior nasal meatus and turbinate. BMJ Case Rep 2010. 2010:1-4.https://casereports.bmj.com/content/2010/bcr.07.2010.3155

Gianisella G, Reis VS, Augusto TAM, Roithmann R, Constantino,MNC. Rinolito como diagnóstico diferencial de sintomas nasaispersistentes. Rev AMRIGS. 2012; 57(3):226-8.

Mastour ASA, Ghnnam WM, Zubaidi AH.Rhinolith: delayed presentation after a head trauma: a case report. Case Report Otolaryngol. 2012;(2012): 1-2.https://doi.org/10.1155/2012/492081

Ozdemir S, Akbas Y, Görgülü O, Selçuk T, Sayar C. Rhinolithiasis: review of 21 cases. Am J Rhinol Allergy. 2010;24(6):136-9.https://doi.org/10.2500/ajra.2010.24.3553

Akkoca O, Tüzüner A, Demirci S, Ünlü C, Uzunkulaoğlu H, Arslan N, Aktar G. Patient characteristics and frequent localizations of rhinoliths. Turk Arch Otorhinolaryngol. 2016; 54(4):154-7. https://doi.org/10.5152/tao.2016.1773

Adib H , Natout MAE, Zaytoun G , Hadi UA. Rhinolithiasis: a misleading entity. Allergy Rhinol. 2018; 9:1-4.https://doi.org/10.1177/2152656718783596.

Yuca K, Çaksen H, Etlik O, Bayram I, Sakin YF, Dülger H, Kiriş M. The importance of rigid nasal endoscopy in the diagnosis and treatment of rhinolithiasis. AurisNasus Larynx. 2006; 33(1):19-22.https://doi.org/10.1016/j.anl.2005.05.013

Ayub-ur-Rehman, Muhammad MN, Moallam FA. Endoscopy in rhinolithiasis. J CollPhysSurg Pak. 2012; 22(9):601-3.

Aziz Y, Chauhan J, Hasan SA, Hashmi SF. Staghorn rhinolith in nasopharynx: an unusual case. Indian J Otolaryngol Head Neck Surg. 2008;60(1):91-3.https://doi.org/10.1007/s12070-008-0029-6

Saibene AM , Bebi V, Borloni R, Felisati G. Rock, paper, endoscopy: a baffling case of rhinolith. BMJ Case Rep. 2013; 9:1-4.http://dx.doi.org/10.1136/bcr-2013-009147

Downloads

Publicado

2022-07-07

Como Citar

1.
Capelo TC, Costa Pinto Ribeiro A, Tinôco Leite D, Maria Câmara da Luz N, Benini Guércio W. Corpo estranho nasal incomum: chips de celular: relato de caso. hu rev [Internet]. 7º de julho de 2022 [citado 9º de dezembro de 2022];48:1-5. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/hurevista/article/view/37635

Edição

Seção

Relato de Caso

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)