Saber e fazer a promoção de saúde: um relato de experiência

Palavras-chave: Práticas Interdisciplinares, Promoção da Saúde, Participação Social, Atenção Primária à Saúde, Saúde Coletiva

Resumo

Introdução: A atenção primária à saúde exerce uma reconhecida e importante função, devido ao seu protagonismo de acolhimento e execução de ações de saúde em nível individual e coletivo. Dentre seus eixos de atuação, estão a proteção e promoção da saúde, e prevenção de doenças e agravos. Contudo, muitos são os desafios para que sua efetividade seja alcançada, principalmente no que diz respeito à promoção da saúde. A saúde é resultado da produção social e sua compreensão não pode ser restrita ao setor saúde. A atuação pautada no conceito ampliado de saúde requer um trabalho multiprofissional e interdisciplinar que deve ser estimulado desde a formação profissional.Objetivo: Apresentar a vivência acadêmica no desenvolvimento de ações de promoção à saúde em um projeto de extensão, direcionado a uma comunidade de um município mineiro.Relato de Experiência: Trata-se de um estudo descritivo, resultado da vivência de graduandos em Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Medicina, Nutrição, Odontologia, Psicologia e Serviço Social, participantes do projeto de extensão "Integração: saber e fazer a promoção da saúde", da Universidade Federal de Juiz de Fora em 2019, direcionada aos moradores do Jardim Caiçaras. Discussão: As atividades deste projeto oportunizaram aproximação dos acadêmicos com a realidade do cenário em questão, por meio de visitas domiciliares que, além de viabilizarem o diagnóstico situacional e das condições de vida e saúde de seus moradores, promoveram a criação de espaços profícuos para o processo de educação em saúde, com clara contribuição para a promoção da saúde e aprimoramento das relações entre usuários e o sistema local de saúde.Conclusão: Ainda são poucas as oportunidades nos primeiros períodos da graduação para construção do trabalho interdisciplinar a partir de uma vivência prática. Acredita-se ser, esta, uma possibilidade de transformação do processo ensino-aprendizagem e, sobremaneira, de produção social da saúde e autonomia comunitária.

Referências

Ministério da Saúde (BR). Portaria n. 2.436, de 21 de setembro de 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília: Diário Oficial da União; 2017.

Buss PM. Promoção da saúde e qualidade de vida. Ciên Saúde Colet. 2000; 5(1):163-77. doi: 10.1590/S1413-81232000000100014.

Norman AH. Promoção da saúde: um desafio para a atenção primária. Rev Bras Med Fam Comunidade. 2013; 8(28):153-54. doi: 10.5712/rbmfc8(28)788.

Freire RMA, Landeiro MJL, Martins MMFP, Martins T, Peres HHC. Um olhar sobre a promoção da saúde e a prevenção de complicações: diferenças de contextos. Rev Latino-Am Enfermagem. 2016; 24:1-9. doi:10.1590/1518-8345.0860.2749.

Pettres AA, Ros MA. A determinação social da saúde e a promoção da saúde. Arq Catarin Med. 2018; 47(3):183-96.

Sicoli JL, Nascimento PR. Promoção de saúde: concepções, princípios e operacionalização. Interface. 2003; 7(12):101-22. doi: 10.1590/S1414-32832003000100008.

Ministério da Saúde (BR). Portaria n. 2.446/GM, de 11 de novembro de 2014. Redefine a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS). Brasília: 2014.

Mendes R, Fernandez JCA, Sacardo DP. Promoção da saúde e participação: abordagens e indagações. Saúde Debate. 2016; 40(108):190-203. doi: 10.1590/0103-1104-20161080016.

Brixner B, Muniz C, Renner JDP, Pohl HH, Garcia EL, Krung SBF. Ações de promoção da saúde nas estratégias saúde da família. Cinergis. 2017; 18(1):386-90. doi: 10.17058/cinergis.v18i0.11182.

Pinto BK, Soares DC, Muniz RM. Promoção da Saúde e Intersetorialidade: um processo em construção. Rev Min Enferm. 2012; 16(4):487-93.

Ceccim RB, Feuerwerker LCM. Mudança na graduação das profissões de saúde sob o eixo da integralidade. Cad Saúde Pública. 2004; 20(5):1400-10. doi: 10.1590/S0102-311X2004000500036.

Albertoni FP. A ação dos sujeitos sociais na urbanização da região de São Pedro em Juiz de Fora/MG [Dissertação]. Juiz de Fora: Universidade Federal de Juiz de Fora; 2014.

Faganello AMP, Jabur AS, Iarozinski Neto A, Faganello PS. Metodologia da problematização aplicada nos projetos de extensão universitária para habitação de interesse social em Londrina-PR. Rev Percurso – NEMO. 2018; 10(1):179-99.

Ministério da Saúde (BR). e-SUS Atenção básica: manual do sistema com coleta de dados simplificada: CDS. Versão 3.0. – Brasília: Ministério da Saúde; 2018.

Magno L, Dourado I, Silva LAV. Estigma e resistência entre travestis e mulheres transexuais em Salvador, Bahia, Brasil. Cad Saúde Pública. 2018; 34(5):1-12. doi: 10.1590/0102-311x00135917.

Alencar TOS, Machado CSR, Costa SCC, Alencar BR. Descarte de medicamentos: uma análise da prática no Programa Saúde da Família. Ciên Saúde Colet. 2014; 19(7):2157-66. doi: 10.1590/1413-81232014197.09142013.

Pereira MC, Alencar JS, Souto RP, Pinto NB, Saraiva EMS. Grau de conhecimento dos pacientes sobre o tratamento: estratégia para uso racional de medicamentos. J Health NPEPS. 2016; 1(1):31-9.

World Health Organization. Suicide data. [Acesso em 08 jun 2020]. Disponível em: https://www.who.int/mental_health/prevention/suicide/suicideprevent/en/.

Conselho Nacional de Saúde (BR). Resolução n. 569, de 8 de dezembro de 2017. Diário Oficial da União, 2018.

Scherer MDA, Pires DEP, Jean R. A construção da interdisciplinaridade no trabalho da equipe saúde da família. Ciên Saúde Colet. 2013; 18(11):3203-12. doi: 10.1590/S1413-81232013001100011.

Publicado
2020-08-25
Como Citar
1.
Silva WLF da, Lonardoni de Paula G, Santiago AJ, Castro TR de, Cruz DT da. Saber e fazer a promoção de saúde: um relato de experiência. hu rev [Internet]. 25º de agosto de 2020 [citado 28º de novembro de 2020];460:1-. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/hurevista/article/view/30472
Seção
Relato de Experiência