PLOTINO EM UM SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE SCHELLING

  • Antônio Henrique Campolina Martins Universidade Federal de Juiz de Fora

Resumo

Na história do pensamento religioso não há melhor exemplo de experiência mística, condicionada pela estrutura metafísica das diversas atividades transcedentais do espírito, do que a união plotiniana da alma, príncípio de liberdade, com o Uno, o Infinito, o Absoluto. Em Plotino, a interioridade, o aprofundamento do eu em si mesmo, ultrapassa imediatamente a sua própria realidade e atinge uma esfera que o torna esquecido, a saber, o Uno trancendente que se situa para além de toda determinação. Este transcendente se torna ainda uma categoria habitual do pensamento moderno. Tanto para Plotino quanto para Schelling, o real é essencialmente polaridade de termos que se sustentam mutuamente. Na metafísica da transcendência, existe uma verdadeira afinidade entre Plotino, o Cusanus, Leibniz e Hegel.
Publicado
2018-09-03