Práticas integrativas e complementares em saúde: percepções da gestão em saúde bucal
DOI:
https://doi.org/10.34019/1809-8363.2026.v29.51441Palavras-chave:
Gestão de Saúde, Saúde Bucal, Sistema Único de Saúde, Terapias ComplementaresResumo
Introdução: a implementação das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde na Atenção Primária à Saúde ainda é limitada pela falta de apoio da gestão, especialmente no campo da saúde bucal, e pouco se conhece sobre como os gestores se posicionam diante dessas práticas. Compreender esse posicionamento é importante para ampliar o acesso a essas terapias, qualificar o cuidado e fortalecer ações alinhadas aos princípios do sistema público de saúde. Objetivo: compreender a percepção dos gestores da Área Técnica de Saúde Bucal do município de Vitória, Espírito Santo, quanto à incorporação e à implementação das Práticas Integrativas e Complementares na rede municipal. Metodologia: trata-se de um estudo exploratório-descritivo, de abordagem qualitativa, realizado entre maio e junho de 2023. Utilizaram-se entrevistas semiestruturadas com os dois gestores da área, gravadas, transcritas e submetidas a análise de conteúdo de Bardin. Resultados: evidenciou-se a valorização dessas práticas por seu potencial holístico e aplicabilidade em diferentes níveis de atenção. Apesar dos desafios, como divulgação, capacitação, financiamento e predominância do modelo biomédico, sua implementação destacou-se pelo comprometimento dos gestores e consonância com as políticas públicas nacional e municipal. Conclusão: conclui-se que o município demonstrou postura proativa frente à institucionalização das práticas integrativas e complementares, evidenciando o papel estratégico da gestão para sua incorporação e sustentabilidade na Atenção Primária à Saúde. Ressalta-se, contudo, a necessidade de direcionar a oferta também para contextos específicos e ampliar investigações em outras áreas gerenciais da saúde.




