Relação entre esquecimento e capacidade funcional em pessoas idosas residentes na comunidade
DOI:
https://doi.org/10.34019/1809-8363.2026.v29.49221Palavras-chave:
Cognição, Capacidade Funcional, Idoso, Atenção Primária à SaúdeResumo
Introdução: O processo de envelhecimento está associado ao declínio das capacidades físicas, cognitivas e comportamentais, podendo comprometer a capacidade funcional. Nesse contexto, o esquecimento destaca-se como um fator relevante, com potencial impacto na autonomia do idoso. Objetivo: Verificar a relação entre o esquecimento e a capacidade funcional em idosos residentes na comunidade. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, de abordagem quantitativa, realizado em 2024, vinculado a uma pesquisa institucional. Foram incluídos indivíduos com 60 anos ou mais, de ambos os sexos. A coleta de dados ocorreu em domicílio, utilizando o Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional-20 e um questionário sociodemográfico. Resultados: A amostra foi composta por 805 idosos. A incapacidade funcional esteve associada à idade mais avançada, à ausência de companheiro, à baixa escolaridade, à presença de multimorbidades, ao uso de polifarmácia, à ocorrência de quedas e à dificuldade de marcha (todas com p<0,001). Observou-se maior prevalência de incapacidade funcional entre aqueles com esquecimento relatado por familiares (189%), com piora recente (160%) e, principalmente, quando o esquecimento interferia nas atividades cotidianas (456%). Os achados evidenciam associação progressiva entre comprometimento da memória e declínio funcional, afetando atividades básicas e instrumentais. Conclusão: Conclui-se que o esquecimento configura-se como um importante marcador de vulnerabilidade funcional, sobretudo quando interfere no cotidiano, destacando a necessidade de identificação precoce e de intervenções voltadas à manutenção da autonomia.




