Síndrome congênita do vírus Zika: casos confirmados no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.34019/1809-8363.2026.v29.45372Palavras-chave:
Atenção Integral à Saúde da Criança, Infecção Congênita por Zika, Microcefalia, Sistema de Informação em SaúdeResumo
Introdução. Em outubro de 2015 ocorreu um aumento atípico no número de casos de microcefalia no Brasil. Em 2016, a OMS, em razão do crescimento de casos de Zika vírus e da possível relação da doença com malformação congênita e síndromes neurológicas, declarou Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional. Objetivo. O objetivo deste trabalho é descrever os casos confirmados da Síndrome congênita do vírus do Zika (SCZV) no Brasil, de 2015 a 2023. Método. Estudo descritivo, transversal, com dados secundários, provenientes do Registro de Eventos em Saúde Pública. Foram considerados casos confirmados de SCZV. A análise foi pelo programa Tabwin. Resultados. De 2015 a 2023, houve redução da SCZV, de 784 casos para 5 e os óbitos de 72 para dois. O sexo masculino predominou com 53.99% dos casos, enquanto o feminino teve maior frequência em 2020, 2022 e 2023 com 77,78%, 75,00% e 80,00% respectivamente. A cor parda concentrou a maioria dos casos (43,01%). Regionalmente, o Nordeste liderou (78,64%), enquanto o Sul teve apenas 0,54% dos casos. O coeficiente de mortalidade infantil relacionado a SCZV foi de 0,66/1000 nascidos vivos e a letalidade foi de 9,36%. Conclusão. O sexo masculino, a cor parda e a região Nordeste se destacaram. Na série histórica houve diminuição dos casos, porém para a manutenção desta diminuição medidas de proteção individual entre as mulheres em idade fértil devem ser mantidas, uma vez que a circulação do Zika Vírus e seu vetor estão dispersos em todo território nacional.




