Atenção à saúde rural em Estratégia de Saúde Fluvial: relato de experiência

Autores

  • Cesar Augusto da Silva Secretaria municipal de saúde de Porto Alegre (SMS-PoA) https://orcid.org/0000-0003-4008-4715
  • Deronilson Silva da Cunha Secretaria municipal de saúde de Manaus (SEMSA)
  • Celso Luis dos Anjos Barbosa Secretaria municipal de saúde de Manaus (SEMSA) https://orcid.org/0000-0002-9804-0777
  • Caique Aparecido Faria Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) https://orcid.org/0000-0002-7660-8245
  • Fernanda Tasso Borges Fernandes Secretaria municipal de Joinville (SMS-Joinville)

Palavras-chave:

Saúde da População Rural, Estratégia de Saúde da Família, Saúde da Família

Resumo

Desde 1920, os barcos são utilizados para o atendimento em saúde às populações ribeirinhas da Amazônia. Em 2012, a Política Nacional da Atenção Básica passou a reconhecer as Equipes de Saúde da Família Fluviais (ESFF), o que legitimou as especificidades de diversos territórios da Amazônia Legal. Este trabalho objetivou relatar a experiência vivida ao longo do estágio eletivo intermediado pela Escola da Saúde Pública de Manaus na Unidade Básica Fluvial (UBSF) Dr. Antônio Levino. Durante a vivência, acompanhou-se a viagem da UBSF ao longo do rio Amazonas durante 10 dias, nos quais foram atendidas as comunidades de Mayna, Jatuarana, Guajará, Assentamento Nazaré, Bonsucesso, Nossa Senhora do Socorro, Santa Rosa, Nova Esperança, Nossa Senhora do Carmo, São Sebastião, Vida Nova e Caramuri. Ao final da viagem, foram realizadas 268 consultas médicas, 368 consultas de enfermagem, 28 pré-natais, 27 visitas domiciliares e coleta de 45 exames de colpocitologia. A UBSF abarca duas Estratégias de Saúde Fluvial (ESFF) que atendem a 12 comunidades rurais ribeirinhas ao longo da calha do Rio Amazonas, com uma população estimada de 2500 pessoas. Inaugurada em junho de 2018, a UBSF dispõe de consultórios, sala de vacinas, farmácia, laboratório e instalações para alojamento da equipe. Ao longo do estágio, pode-se perceber uma grande dinamicidade do território, marcada pela influência do regime de cheias e vazantes na vida da população. São marcantes as dificuldades no acompanhamento em saúde impostas pelas distâncias, além das adaptações necessárias no manejo dos pré-natais e dos pacientes com doenças crônicas, devido às limitadas opções de exames complementares, bem como a importância da presença da equipe e o impacto das ações de prevenção e promoção de saúde na vida dos moradores. Iniciativas como a construção de ESFF são de extrema importância, pois permitem a capilarização da assistência à saúde e fomentam a democratização do acesso.

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Biografia do Autor

Cesar Augusto da Silva, Secretaria municipal de saúde de Porto Alegre (SMS-PoA)

Professor do curso de Medicina da Universidade Federal do Paraná - campus Toledo, Médico de Família e Comunidade e mestrando em Saúde da Família pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

Deronilson Silva da Cunha, Secretaria municipal de saúde de Manaus (SEMSA)

Enfermeiro formado pelo Centro Universitário do Norte com pós-graduação em Gestão em Saúde Pública pela Universidade Federal do Amazonas.

Celso Luis dos Anjos Barbosa, Secretaria municipal de saúde de Manaus (SEMSA)

Médico especialista em Medicina Intensiva pela Faculdade Redentor.

Caique Aparecido Faria, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Farmacêutico especialista em Saúde da Família pela Universidade Federal de São Paulo.

Fernanda Tasso Borges Fernandes, Secretaria municipal de Joinville (SMS-Joinville)

Médica de Família e Comunidade - Secretaria Municipal de Saúde de Joinville.

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Publicado

2021-06-01

Edição

Seção

Resumos