Coordenação do cuidado: desafios na Atenção Primária à Saúde

Autores

  • Myrna Rocha Sales Faculdades Unidas do Norte de Minas (FUNORTE)
  • Paloma de Jesus Souza Faculdades Unidas do Norte de Minas (FUNORTE), Montes Claros-MG
  • Débora Layze de Freitas Sá Faculdades Unidas do Norte de Minas (FUNORTE), Montes Claros-MG
  • Mônica Prates Queiroz Centro Universitário FIPMOC, Montes Claros-MG
  • Jamile Pereira dias dos Anjos Centro Universitário FIPMOC, Montes Claros-MG

Palavras-chave:

Atenção Primária à Saúde, Colaboração Intersetorial, Estratégia Saúde da Família

Resumo

A coordenação do cuidado corresponde à organização e interação dos diferentes níveis da Rede de Atenção à Saúde (RAS) e tem a finalidade de atender às necessidades dos pacientes que utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS). A deficiência na integração dos diferentes níveis de atenção é um dos principais fatores determinantes para o mau funcionamento do serviço, gera gastos desnecessários, aumenta o tempo de espera para a marcação de consultas e contribui para erros no diagnóstico, configurando-se como um dos principais desafios para a Atenção Primária à Saúde (APS). Objetivou-se identificar, na literatura, os principais desafios da coordenação do cuidado pela APS. Trata-se de um estudo produzido através de uma revisão integrativa de literatura, utilizando a base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram pesquisados os descritores “coordenação do cuidado na Atenção Primária à Saúde” e “Brasil” combinados entre si; o critério de inclusão foi: ano de publicação (2016 a 2020). No Brasil, a Atenção Primária à Saúde (APS) se configura como principal porta de entrada do sistema de saúde. Por isso, são utilizadas estratégias para possibilitar o seguimento do paciente em todos os níveis do SUS. Uma das estratégias é a rede de referência e contrarreferência que se tornou insuficiente devido ao descaso de muitos profissionais dos níveis mais elevados no sistema de saúde e à falta de formulários informatizados que facilitem a interação entre os profissionais, via contrarreferência. Além disso, problemas estruturais também dificultam esse processo, como a falta de definição de metas compartilhadas e a ausência de dados epidemiológicos para a definição das necessidades locais e adequados ao funcionamento do SUS. Dessa forma, a desvalorização do sistema de referência e contrarreferência e problemas estruturais são importantes desafios enfrentados pela APS no que diz respeito à coordenação do cuidado.

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Biografia do Autor

Myrna Rocha Sales, Faculdades Unidas do Norte de Minas (FUNORTE)

Graduanda em medicina.

Paloma de Jesus Souza, Faculdades Unidas do Norte de Minas (FUNORTE), Montes Claros-MG

Graduanda em medicina.

Débora Layze de Freitas Sá, Faculdades Unidas do Norte de Minas (FUNORTE), Montes Claros-MG

Graduanda em medicina.

Mônica Prates Queiroz, Centro Universitário FIPMOC, Montes Claros-MG

Especialista em Saúde mental e atenção psicossocial.

Jamile Pereira dias dos Anjos, Centro Universitário FIPMOC, Montes Claros-MG

Especialista em Medicina de Família e comunidade.

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Publicado

2021-06-01

Edição

Seção

Resumos